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Capitão Alden defende emenda para garantir gás de cozinha mais acessível às famílias pobres

Capitão Alden defende emenda para garantir gás de cozinha mais acessível às famílias pobres

Por Reinaldo Oliveira

28/05/2026 às 09:20

Foto: Ascom/Arquivo

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Capitão Alden

Pautas voltadas ao uso consciente do dinheiro público e temas ligados à coletividade têm ganhado destaque no Congresso Nacional, especialmente, em ano eleitoral. Um exemplo disto foi a movimentação do Vice-Líder da Bancada de Oposição na Câmara Federal, Capitão Alden (PL) em prol do gás de cozinha mais barato. O deputado federal apresentou a Emenda nº 3 ao PLP 114/2026, com o objetivo de assegurar que a política pública voltada à redução do preço do gás de cozinha para proteger as famílias brasileiras mais vulneráveis.

Em entrevista exclusiva a este Política Livre, o parlamentar baiano passou mais detalhes sobre o tema. Para ele, a proposta busca aperfeiçoar o texto do projeto ao estabelecer uma diferenciação clara entre o consumo residencial essencial de gás de cozinha (GLP) e os usos industriais, comerciais e produtivos do combustível. Segundo o político, o foco do benefício deve ser a dona de casa, o trabalhador e as famílias de baixa renda que dependem do botijão para cozinhar diariamente.

“Quem mais sofre com o preço do gás não é a indústria. É a mãe de família que precisa escolher entre comprar o botijão ou complementar a alimentação da casa. O dinheiro público precisa chegar primeiro a quem realmente precisa”, afirmou. 

A emenda reforça que a política pública deve priorizar especialmente o GLP envasado em botijões de até 13 kg (P-13), tradicionalmente utilizado pelas famílias brasileiras no preparo dos alimentos. De acordo com o deputado, o texto original do projeto, ao não diferenciar os tipos de consumo, pode acabar permitindo uma ampliação indireta do benefício para grandes consumidores, reduzindo a efetividade social da medida.

“Quando o subsídio é distribuído de forma indiscriminada, ele perde força justamente onde deveria ter mais impacto: na casa das famílias pobres. O resultado é menos eficiência, maior custo para o Estado e menor proteção social”, destacou.

De acordo com o Capitão Alden, a proposta não pretende prejudicar o setor produtivo nem restringir atividades econômicas, mas sim evitar distorções e impedir que uma política criada para combater a pobreza energética seja desviada de sua finalidade original. Para o parlamentar, empresas e setores produtivos operam em lógica de mercado e possuem maior capacidade de absorver oscilações de preço, enquanto milhões de brasileiros dependem diretamente do gás de cozinha para garantir alimentação básica e dignidade dentro de casa.

O Capitão Alden apresenta o cenário local, em que segundo ele na Bahia, são mais de 40 milhões de botijões consumidos por ano e cerca de 1,5 milhão de famílias dependem de apoio para aquisição do gás de cozinha, o que reforça a necessidade de focalização da política pública.

“A Emenda nº 3 traz justiça social, racionalidade no uso do dinheiro público e garante que o recurso cumpra seu papel: proteger quem mais precisa. Política pública boa é aquela que resolve o problema real das famílias”, concluiu.

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