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Advogado deixa defesa de Paulo Henrique Costa, ex-chefe do BRB, durante tratativas para delação
Advogado deixa defesa de Paulo Henrique Costa, ex-chefe do BRB, durante tratativas para delação
Eugênio Aragão teria divergido do procedimento de colaboração premiada e da condução do caso
Por Constança Rezende/Folhapress
19/05/2026 às 20:15
Foto: Divulgação/BRB/Arquivo
O ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa
O advogado Eugênio Aragão deixou a defesa do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa, nesta terça-feira (19), em meio às tratativas para a sua delação premiada. Costa está preso desde 16 de abril por envolvimento nas fraudes do Banco Master.
Em comunicado divulgado à imprensa, Aragão afirmou que, com quase 30 anos de atuação no Ministério Público Federal e extensa trajetória em funções de cúpula da instituição, "somente participa de iniciativas jurídicas pautadas pela absoluta seriedade, confiança profissional e responsabilidade".
"Eventual colaboração premiada apenas seria considerada diante da existência de provas consistentes e inequívocas, sempre com respeito à legalidade, às instituições e à reputação das pessoas envolvidas", disse.
Aragão, que é subprocurador-geral da República aposentado, teria divergido do procedimento de colaboração premiada e da condução do caso. Ele teria achado melhor deixar o advogado Davi Tangerino, que também atua na defesa, dar os seus direcionamentos.
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou, no último dia 8, a transferência de Costa para o 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
A decisão foi vista como um indício para o andamento das negociações de um acordo de colaboração premiada.
Paulo Henrique Costa é investigado por seu papel na tentativa de compra do Master pelo BRB e na compra de carteiras oferecidas pelo banco de Daniel Vorcaro, além das operações em que o banqueiro e seus associados se tornaram acionistas do Banco de Brasília.
Segundo o Ministério Público, Costa "foi peça essencial" na viabilização da aquisição dessas carteiras.
As investigações indicam que o executivo teria ocultado seis imóveis recebidos como propina, quatro em São Paulo e dois em Brasília, avaliados em R$ 146,5 milhões, dos quais cerca de R$ 74,6 milhões já teriam sido efetivamente pagos, conforme os elementos reunidos até o momento da operação.
