Sidônio afirma que Lula vê derrota de Messias como natural numa democracia
Governo nega que relação com Davi Alcolumbre esteja comprometida após votação
Por Mônica Bergamo/Folhapress
29/04/2026 às 22:00
Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
O presidente Lula e o ministro da Secom, Sidônio Palmeira
O ministro da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República), Sidônio Palmeira, afirmou que o presidente Lula (PT) "está tranquilo" com o resultado com a votação no Senado que rejeitou o nome de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal).
O advogado-geral da União foi indicado pelo presidente para o cargo, mas acabou derrotado por 42 votos a 34.
"Lula acredita que o processo faz parte do sistema democrático. Ele encaminhou um nome ao Senado, que aprova ou não a indicação", diz Sidônio.
Ele afirma ainda que a informação de que o governo considera a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), comprometida não corresponde à realidade.
A rejeição impôs uma derrota inédita ao petista. Foi a primeira vez, desde 1894, que o Senado barrou um indicado de um presidente da República ao Supremo.
Messias havia conseguido aprovação apertada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), por 16 votos a 11, após mais de oito horas de sabatina. No plenário, porém, não atingiu o mínimo necessário, apesar de ter se reunido com a maioria dos senadores em busca de apoio.
A atuação de Alcolumbre foi apontada por aliados do governo como decisiva para o desfecho. O senador, que nega ter trabalhado contra o indicado, defendia a escolha de outro nome para a vaga e é visto como um dos principais fiadores da derrota.
