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Moraes cobra qualificação de irmão de Michelle, pré-candidato a deputado, para cuidar de Bolsonaro
Moraes cobra qualificação de irmão de Michelle, pré-candidato a deputado, para cuidar de Bolsonaro
Ministro do STF diz que defesa solicitou a inclusão de irmão da ex-primeira-dama como cuidador de Bolsonaro, sem indicar sua qualificação como enfermeiro ou técnico de enfermagem
Por Maria Magnabosco/Estadão
06/04/2026 às 17:38
Foto: Reprodução/Instagram
Michelle Bolsonaro ao lado de irmão Carlos Eduardo Antunes Torres
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta segunda-feira, 6, que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informe as qualificações profissionais do irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Carlos Eduardo Antunes Torres, para atuar como cuidador do ex-chefe do Executivo durante o período de prisão domiciliar.
Na última quinta-feira, 2, os advogados pediram a inclusão do nome de Torres no rol de pessoas autorizadas a frequentar a residência do ex-presidente no Jardim Botânico, em Brasília. A defesa quer que o irmão de Michelle seja adicionado como cuidador de Bolsonaro, sem necessidade de autorização prévia do Tribunal a cada visita.
“A Defesa, entretanto, apresentou o nome de Carlos Eduardo Antunes Torres, sem qualquer indicação de sua qualificação como enfermeiro ou técnico de enfermagem, descrevendo-o como irmão de criação da esposa do réu (filho de sua madrasta) e ‘pessoa de confiança da família e que já exerceu a atividade de acompanhante do Peticionário em outros momentos’”, diz Moraes.
Enquanto Bolsonaro cumpria pena em regime fechado, na Papudinha, em Brasília, Torres ficava responsável pela entrega das marmitas da alimentação de Bolsonaro. Agora, em prisão domiciliar, o irmão de Michelle não está mais autorizado a visitar o ex-presidente.
Torres, que é pré-candidato a deputado distrital pelo PL do Distrito Federal, já declarou que a saúde e o bem-estar do ex-presidente são prioridades. “Se tiver que abrir mão da candidatura para dar atenção a ele, a gente vai fazer”, afirmou ao UOL nesta segunda-feira.
Moraes concedeu a prisão domiciliar por 90 dias no fim de março, após Bolsonaro ser internado com diagnóstico de broncopneumonia bilateral. A decisão restringiu o convívio na residência a profissionais da equipe médica e aos familiares que moram na casa: Michelle, a filha Laura Bolsonaro e a enteada Letícia Firmino. Os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan têm autorização para visitar o pai às quartas-feiras e aos sábados, em horários fixos.
No mesmo despacho desta segunda, o ministro autorizou a inclusão do médico ortopedista Alexandre Firmino Paniago, na equipe responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro. Assim, ele está permitido a visitar a casa sem necessidade de comunicação prévia, desde que respeitadas as condições já impostas pela Corte.
