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'Médicos não podem pagar a conta da desorganização', diz presidente do Sindimed sobre atrasos na Sesab

'Médicos não podem pagar a conta da desorganização', diz presidente do Sindimed sobre atrasos na Sesab

Por Redação

01/04/2026 às 15:57

Atualizado em 01/04/2026 às 16:21

Foto: Divulgação

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O Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed-BA) voltou a cobrar a regularização dos pagamentos dos profissionais que atuam na rede da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab). De acordo com a entidade, os atrasos têm sido recorrentes e atingem diferentes vínculos de contratação, agravando a situação dos médicos.

Segundo o Sindicato, unidades da rede estadual como as maternidades Iperba, Albert Sabin, Tsylla Balbino e o Hospital Geral Roberto Santos registram problemas frequentes no pagamento. Há relatos de médicos com remunerações em atraso desde outubro, além de queixas envolvendo profissionais vinculados a modelos como FJS, INTS, FESF-SUS e contratos como pessoa jurídica.

Na Maternidade de Camaçari, médicos ligados ao Estado por meio da FESF-SUS também relatam falta de pagamento. O problema se estende ainda a contratos intermediados por empresas terceirizadas e até a vínculos diretos com a própria Sesab.

Parte das empresas responsáveis pela intermediação da mão de obra, como Fundação José Silveira, INTS e IGH, afirma que os atrasos ocorrem por falta de repasse do governo estadual. O Sindimed-BA, no entanto, ressalta que isso não afasta a responsabilidade trabalhista dessas instituições.

A presidente do Sindimed-BA, Rita Virgínia, criticou a situação e cobrou uma solução imediata. “Não é aceitável que médicos enfrentem meses de atraso para receber. Estamos falando de verbas alimentares, garantidas por lei. Médicos não podem pagar a conta da desorganização do sistema. É preciso regularizar os pagamentos e respeitar quem está na linha de frente do atendimento à população”, afirmou.

O sindicato destaca ainda que a legislação prevê que salários tenham prioridade e não podem sofrer atrasos. A entidade afirma que segue acompanhando o caso e não descarta novas medidas judiciais para garantir o pagamento aos profissionais.

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