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Maior distribuidora do país, Vibra anuncia adesão a programa de subvenção do diesel

Maior distribuidora do país, Vibra anuncia adesão a programa de subvenção do diesel

Empresa é uma das três gigantes do setor que ficaram de fora da primeira fase do programa

Por Nicola Pamplona/Folhapress

09/04/2026 às 21:30

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo

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Posto de combustível

A Vibra, maior distribuidora de combustíveis do país, anunciou nesta quinta-feira (9) que vai aderir ao programa de subvenção do diesel, criado pelo governo para enfrentar a escalada dos preços do petróleo após o início da guerra no Irã.

Resultado da privatização da BR Distribuidora, a empresa era uma das três gigantes do setor que ficaram de fora do primeiro período do programa. As outras duas são Ipiranga e Raízen, que ainda não se manifestaram sobre a adesão.

A companhia não informou o que motivou a mudança de posição.

Em nota, disse apenas que vai se habilitar e que "segue em diálogo com governo e ANP com intuito de esclarecer e ajustar pontos importantes para que, em outro momento, a subvenção possa ser solicitada em plena conformidade com seus pilares de governança e eficiência logística".

A decisão foi anunciada dois dias depois que o governo elevou de R$ 0,32 para R$ 1,52 por litro o subsídio ao diesel importado, resolvendo um dos gargalos do programa apontados pelo setor: o valor anterior não cobria a diferença entre o preço máximo de venda do programa e a cotação internacional.

Nos últimos dias, as distribuidoras ausentes do programa estiveram na ANP para debater outras dúvidas sobre o programa, como prazos de pagamento da subvenção ou como serão fiscalizados os repasses do benefício aos postos.

"A Vibra reitera seu apoio a medidas que busquem a previsibilidade do mercado nacional, visando minimizar impactos para o consumidor final e para os setores produtivos do país", concluiu a companhia na nota divulgada nesta quinta.

A empresa vem sendo alvo frequente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para quem a privatização da BR reduziu o poder estatal para reduzir os preços dos combustíveis nos postos brasileiros.

A ausência das maiores distribuidoras na primeira fase do programa gerou alerta no governo. Elas são responsáveis por metade das importações privadas de diesel do país e já vinham repassando o aumento de custos à sua rede de postos.

Sem elas, portanto, a eficácia do programa é reduzida: embora a Petrobras, maior produtora e importadora do país tenha aderido ao chamado do governo, o preço do diesel nas bombas subiu 24% desde o início da guerra.

Há hoje, segundo a ANP, nove empresas habilitadas para receber a subvenção. Entre elas, as duas maiores produtoras do país, Petrobras e Refinaria de Mataripe, e importadoras e distribuidoras privadas de pequeno e médio porte. A Vibra ainda não é parte da lista atualizada na quarta (8).

Para receber o benefício, elas devem comprovar que venderam diesel abaixo de um preço-teto estabelecido pela ANP. Com base nas notas fiscais e nos volumes vendidos, a agência definirá o valor a que cada empresa tem direito.

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