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Felipe Santana diz que reconhecimento do Bando de Teatro Olodum como Patrimônio Cultural Imaterial é uma reparação histórica
Felipe Santana diz que reconhecimento do Bando de Teatro Olodum como Patrimônio Cultural Imaterial é uma reparação histórica
Por Reinaldo Oliveira
09/04/2026 às 10:54
Atualizado em 09/04/2026 às 10:59
Foto: Reinaldo Oliveira/Política Livre
Felipe Santana
Em entrevista à imprensa após sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador (CMS) desta quarta-feira (8), o vereador e pré-candidato a deputado estadual Felipe Santana (PSD) comemorou a sanção da Lei nº 9.976/2026, que reconhece o Bando de Teatro Olodum como Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador. Publicada pelo Executivo Municipal na última segunda-feira (6), a medida oficializa o coletivo que foi fundado em 1990, como um pilar da identidade soteropolitana e da resistência negra nas artes cênicas.
Autor da proposta que foi apresentada inicialmente como Projeto de Lei nº 381/25, o pessedista defendeu que o reconhecimento vai além da homenagem artística, funcionando como um mecanismo de salvaguarda e fomento. "Não é só um momento de reconhecimento da atuação do bando, mas principalmente de um movimento de reparação histórica e de valorização dos artistas baianos, principalmente de quem está começando", declarou.
Ainda durante a entrevista, o edil afirmou que do projeto surgiu após assistir ao espetáculo " Erê", que fala sobre questões como racismo e desigualdade sob a ótica infantil. A experiência o motivou a pesquisar melhor as necessidades do coletivo, famoso mundialmente por produções como “Cabaré da Raça” e "Ó Paí, Ó".
"A gente tem aquela ideia de que o Bando vai bem, que estava tudo ocorrendo. Minha função como homem público é projetar cenários ideais. Hoje a gente consegue imortalizar o Bando. Ele já era imortal nas suas ações, mas hoje é reconhecido oficialmente pelo município", concluiu.
