'Decisão estratégica', diz Muniz sobre saída de Paulo Câmara do PSDB
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
09/04/2026 às 17:40
Atualizado em 09/04/2026 às 17:40
Foto: Política Livre
O presidente da Casa Legislativa soteropolitana, Carlos Muniz (PSDB)
Em entrevista à imprensa após a sessão ordinária de quarta-feira(8) da Câmara Municipal de Salvador(CMS), o presidente da Casa Legislativa soteropolitana, Carlos Muniz (PSDB), falou sobre a saída do ex-correligionário Paulo Câmara do partido. De acordo com o tucano, a decisão do ex-parlamentar que também já presidiu a Câmara de Salvador, reflete um movimento estratégico comum no cenário político.
“Ninguém faz nada sem dialogar. A política é a arte do diálogo, eu sempre digo isso”, declarou.
Segundo Muniz, seu ex-colega de partido estava enfrentando dificuldades dentro do PSDB em função do cenário eleitoral da legenda. “Ele via que o partido não fazia três deputados. Então, se ele tivesse no partido, teria essa dificuldade”, acrescentou.
O edil defendeu que com a saída de Câmara, o cenário da sigla mudou. “Quando ele saiu, o partido foi turbinado e hoje pode fazer de quatro a cinco deputados estaduais”, continuou.
Durante a entrevista, o tucano ainda aproveitou a ocasião para comentar sobre o cálculo eleitoral feito por candidatos. “Ninguém que tem 30 mil, 40 mil votos ou até 25 mil vai entrar em um partido onde, para se eleger, precisa de 60 mil votos. Se Paulo Câmara continuasse no PSDB, as pessoas iam precisar de uma votação dessa para tentar uma eleição", pontuou.
De acordo com o chefe do Legislativo soteropolitano, a decisão foi pensada tanto do ponto de vista individual quanto coletivo. “A realidade é a saída de Paulo Câmara. Ele mesmo entendeu que precisava sair para dar fôlego ao partido e também para ter uma chance maior”, destacou.
Para concluir, Muniz ressaltou que a escolha por uma nova legenda segue a lógica política. “Ele buscou um partido onde tivesse melhores condições, como o Partido Liberal. Nenhum partido é escolhido por acaso”, finalizou.
