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Com Viktor Orbán na mira, Hungria bate recorde de comparecimento às urnas

Com Viktor Orbán na mira, Hungria bate recorde de comparecimento às urnas

Eleição parlamentar no país, que preocupa de Trump a Putin, ocorre sem registrar maiores incidentes

Por José Henrique Mariante/Folhapress

12/04/2026 às 15:30

Atualizado em 12/04/2026 às 16:56

Imagem de Com Viktor Orbán na mira, Hungria bate recorde de comparecimento às urnas

Viktor Orbán, primeiro-ministro do país, votou neste domingo

Em votação histórica, a Hungria compareceu em massa às urnas neste domingo para definir seu próximo Parlamento e o futuro de Viktor Orbán, primeiro-ministro do país desde 2010 e ícone da ultradireita global. Com comparecimento de 78% às 18h30 locais, a eleição deste ano caminha para um recorde, de acordo com especialistas.

Sem pesquisa boca de urna, mas com uma infinidade de projeções, o pleito teve as apurações iniciadas no começo da noite europeia, meio da tarde no Brasil, mas levará horas para apontar se a controversa era Orbán acabou. Isso se não levar dias, caso o resultado seja apertado o suficiente para depender de votos do exterior.

Dos pouco mais de 8 milhões de húngaros a votar, cerca de 500 mil são expatriados ou húngaros étnicos, que se valem de legislação aprovada pelo premiê para ter a cidadania —segundo pesquisas, a maior parte deste público vota em Orbán.

O comparecimento recorde, no entanto, é um indicativo de bom desempenho do candidato de oposição Péter Magyar, 45, um ex-aliado, que fez uma campanha calcada em indícios de corrupção da gestão de Orbán, 62, assim como na situação econômica do país.

A Hungria ostenta a maior inflação acumulada da Europa desde a pandemia, em 2020, 58%, mais que o dobro da registrada na média da União Europeia, 28%. A ostentação de riqueza de oligarcas ligados a Orbán também incomoda e movimenta sobretudo os eleitores jovens, público que vem garantindo a popularidade de Magyar nos últimos meses.

Em uma tentativa de última de hora de movimentar a campanha do aliado, o presidente americano, Donald Trump, prometeu ajudar na recuperação econômica da Hungria. O vice, J.D. Vance, cumpriu visita oficial a Budapeste na última semana, afirmando que a UE interferia na eleição.

Sinal dos tempos, o destino de Orbán também preocupa o presidente russo, Vladimir Putin. O primeiro-ministro é uma das únicas pontes que lhe restam na UE. No capítulo mais recente da relação, escrutinada por uma série de denúncias na imprensa nas últimas semanas, o húngaro vetou um empréstimo de € 90 bilhões do bloco para a Ucrânia, provocando indignação em Bruxelas.

Os adversários votaram quase na mesma hora, no começo da manhã. "Nenhum patriota pode ficar em casa", afirmou Orbán, replicando o tom nacionalista de sua campanha, voltada para questões externas.

Magyar, por sua vez, reiterou o caráter decisivo da eleição. "O destino da Hungria está sendo decidido hoje e por um longo tempo." O advogado e eurodeputado, que já fez parte do Fidesz, legenda conservadora de Orbán, lembrou que "fraude eleitoral é um crime sério".

Comentava os indícios da participação de serviços de inteligência russos na campanha de Orbán. Segundo avaliação da comissão do Parlamento Europeu que monitora o retrocesso democrático na Hungria, além de desinformação, as atividades patrocinadoras por Moscou poderiam incluir compra de votos, como ocorreu no ano passado na Geórgia, intimidação de eleitores e até mesmo episódios de violência.

"Ninguém deve ceder a qualquer provocação. Temos certeza de que, se esta eleição ocorrer de forma tranquila e dentro da lei, ela será vencida por Tisza e pela Hungria", afirmou Magyar, citando o nome do partido que fundou.

"A Hungria tem uma Constituição, e ela precisa ser respeitada. A decisão do povo precisa ser respeitada", disse Orbán, quando questionado sobre eventuais tentativas de desqualificar o pleito.

Até o fechamento das urnas, às 19h locais, não foram registrados maiores incidentes.

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