Carlos Muniz descarta atrito com PSDB
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
08/04/2026 às 18:00
Foto: Política Livre/Arquivo
O presidente da Casa Legislativa, vereador Carlos Muniz (PSDB)
Em entrevista à imprensa após a sessão ordinária desta quarta-feira (8) da Câmara Municipal de Salvador (CMS), o presidente da Casa Legislativa, vereador Carlos Muniz (PSDB), descartou a possibilidade de ter tido atrito com sua legenda. Segundo o tucano, a divergência aconteceu apenas em relação à formação da nominata do partido, com a qual inicialmente não concordava.
Na ocasião, o edil citou a pré-candidatura do seu primogênito, Carlos Muniz Filho. “Tanto não concordava que foi feito de uma forma em que foi prometida. Aí sim ficamos satisfeitos. Eu não penso apenas na pré-candidatura do meu filho, penso no partido. Quando alguém faz um acordo e promete algo, tem que cumprir”, declarou.
O chefe do Legislativo soteropolitano ressaltou que encara a política dessa forma e afirmou que prefere expor divergências a agir de maneira que possa ser interpretada como traição. “Se for feito dessa forma, nunca vai existir reclamação. Agora, se for feito diferente, pode ter certeza que eu tenho coragem de reclamar, coisa que muitas pessoas não têm. Prefiro reclamar para ver se realinha, como foi realinhado, do que fazer algo que depois seja chamado de traição”, acrescentou.
Ao ser questionado sobre as eleições de outubro, o vereador destacou que vai seguir a decisão do partido em relação aos apoios políticos. Porém, ele fez questão de destacar que se dedicar intensamente à campanha do filho.
“Eu tenho uma candidatura a deputado federal, que é a candidatura do meu filho, e vou entrar de cabeça. Pode ter certeza que será dez vezes mais do que a minha. Se já tenho preocupação com a minha própria candidatura, com a dele será cem vezes maior”, continuou.
Durante a entrevista, o tucano também falou sobre a estratégia de montagem da chapa do PSDB para as eleições. De acordo com ele, a configuração do partido pode favorecer a eleição de deputados com uma média de votos considerada menor em comparação a outras siglas da base do prefeito Bruno Reis(União Brasil).
“Pela montagem que foi feita, hoje é um partido em que tanto para deputado estadual quanto para deputado federal a votação necessária para se eleger pode ser menor. Pelos cálculos que fazemos, com cerca de 30 mil votos alguém pode se eleger deputado estadual e com 60 a 70 mil votos deputado federal. Nenhum outro partido da base do prefeito Bruno Reis, com essa votação, conseguiria eleger”, concluiu.
