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Tiago Correia propõe zerar ICMS dos combustíveis na Bahia enquanto durar alta internacional do petróleo
Tiago Correia propõe zerar ICMS dos combustíveis na Bahia enquanto durar alta internacional do petróleo
Por Política Livre
16/03/2026 às 17:18
Foto: Divulgação/Arquivo
O deputado estadual Tiago Correia (PSDB)
O deputado estadual Tiago Correia (PSDB), líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), propôs ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) zerar temporariamente a cobrança do ICMS incidente sobre combustíveis no estado enquanto persistirem os efeitos da elevação internacional dos preços do petróleo por causa do conflito entre Estados Unidos e Irã.
Ele leva em conta o pacote emergencial anunciado pelo Governo Federal na semana passada que reduz o preço do diesel em até R$ 0,64 por litro na refinaria, por meio da desoneração integral de PIS/Cofins, concessão de subvenções ao setor produtivo e a instituição de tributação de 12% sobre a exportação de óleo bruto, como mecanismo compensatório.
Correia pontua que a Bahia adota um modelo de ICMS específico por litro de combustível, que corresponde a R$ 1,57 por litro de gasolina e R$ 1,17 por litro de óleo diesel.
“Esses valores colocam o Estado da Bahia entre aqueles com maior peso tributário no
preço final dos combustíveis, impactando diretamente o consumidor e toda a cadeia
econômica dependente do transporte rodoviário”, argumenta o líder da oposição, ao frisar o efeito multiplicador inflacionário dos combustíveis especialmente em economias com forte dependência logística rodoviária, como a baiana.
Ele aponta que, do ponto de vista fiscal, a renúncia temporária do ICMS pode ser compensada, por exemplo, pelo aumento do consumo decorrente da redução de preços e pela elevação da arrecadação de outros tributos vinculados à atividade econômica (ICMS sobre mercadorias, ISS, IPVA, entre outros).
“A zeragem temporária do ICMS apresenta-se como medida técnica, socialmente justa e economicamente racional, evitando que o consumidor baiano seja penalizado por uma crise internacional alheia à sua realidade”, reitera Tiago Correia.
1 Comentário
Pedro
•
16/03/2026
•
14:53
