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Tarcísio avisa Flávio que escolha de vice será pessoal e afasta PL de vaga

Tarcísio avisa Flávio que escolha de vice será pessoal e afasta PL de vaga

Por Bianca Gomes / Estadão

19/03/2026 às 08:01

Foto: Reprodução/Instagram

Imagem de Tarcísio avisa Flávio que escolha de vice será pessoal e afasta PL de vaga

Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro

Em conversa recente com o senador Flávio Bolsonaro (PL), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deixou claro que a escolha do vice em sua chapa à reeleição será uma decisão pessoal, sem interferência de partidos ou aliados.

No mesmo encontro, o governador também indicou que não pretende interferir na definição da segunda vaga ao Senado em sua chapa, embora discorde da estratégia que vem sendo desenhada pela direita no maior colégio eleitoral do País.

Na prática, o acerto entre Tarcísio e Flávio esvazia a chance de o PL indicar o vice. O governador tem dito a aliados que prefere manter o atual vice, Felício Ramuth (PSD), na chapa.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tenta emplacar o pupilo André do Prado (PL) para o posto. No entanto, diante da resistência de Tarcísio, passou-se a considerar a possibilidade de o PL indicar Do Prado para a segunda vaga ao Senado, o que é rejeitado pelo bolsonarismo. Tarcísio vê com bons olhos o deputado como candidato a senador.

Hoje, o campo bolsonarista conta que um dos postulantes será o deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública de Tarcísio. A outra vaga segue em disputa e opõe o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está em autoexílio nos Estados Unidos desde o início do ano passado.

Bolsonaro defende o nome do vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), enquanto Eduardo demonstra preferência por Mario Frias (PL), deputado federal e ex-secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro, e pelo deputado estadual Gil Diniz (PL). Aliados de Eduardo afirmam que ele próprio ainda demonstra interesse em ser candidato, mesmo estando nos Estados Unidos, mas Flávio não apoia essa hipótese. Tarcísio, por sua vez, vinha sustentando que a segunda vaga deveria ficar com alguém de perfil mais moderado.

Como mostrou o Estadão, o governador demonstrou preocupação com a disputa após pesquisas indicarem bom desempenho de nomes da esquerda. Na última semana, a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), anunciou sua pré-candidatura ao Senado, em uma chapa que pode incluir ainda a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, ou o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB).

André do Prado e Valdemar viajaram aos Estados Unidos na última semana para se reunir com Eduardo Bolsonaro. Segundo aliados próximos, André pediu o apoio de Eduardo para viabilizar seu nome como vice de Tarcísio. Pessoas ligadas a André afirmam que Eduardo acenou positivamente. Já entre interlocutores do ex-deputado federal, a avaliação é de que ele não deve se empenhar pela indicação. De acordo com bolsonaristas, pesa contra o presidente da Assembleia o fato de não ter atuado em defesa das pautas do grupo nem feito gestos relevantes ao ex-presidente

O principal argumento do PL para reivindicar a vaga é o tamanho de sua bancada no Estado. Sem o partido, dizem integrantes da legenda, Tarcísio não teria governabilidade e enfrentaria dificuldades para aprovar projetos relevantes, como a privatização da Sabesp. Tarcísio, porém, avalia que o PL já está contemplado com a vaga ao Senado e com a cabeça de chapa na disputa presidencial.

Deputados aliados de André chegaram a reunir assinaturas em defesa de sua indicação, mas o movimento foi mal recebido no entorno do governador, que interpretou a articulação como pressão.

Líder do PL na Alesp, o deputado Alex Madureira afirma que o cenário segue em aberto. “É uma escolha do governador, mas entendo que ainda há essa possibilidade de o André ser o vice. Ele tem apoio não só da bancada, mas de outros parlamentares da Alesp”, disse.

Ramuth, por sua vez, evita se movimentar publicamente e aguarda uma conversa com Gilberto Kassab para definir seu futuro partidário. Kassab também se coloca como opção para a vice, e há dúvidas sobre sua disposição de aceitar a permanência do correligionário no posto.

Segundo fontes do Palácio dos Bandeirantes, Tarcísio já indicou que não pretende ter Kassab como vice. Aliados do dirigente do PSD, no entanto, dizem que ele não desistiu da ideia e que deve se desincompatibilizar do cargo para se manter apto à disputa.

O governador chegou a dizer a interlocutores que, se houver resistência de Kassab, pode articular uma mudança partidária de Ramuth para mantê-lo na chapa. Caso o PSD barre sua permanência, o vice pode migrar para outra legenda da base, como o MDB — ou, em um cenário mais remoto, o próprio PL.

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