PF pede a Mendonça mais 60 dias para concluir inquérito sobre Master e BRB
Por José Marques, Folhapress
18/03/2026 às 14:24
Foto: Reprodução/Arquivo
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro em imagens feitas no Complexo Penal 2 de Guarulhos (SP)
A Polícia Federal pediu ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), a prorrogação por mais 60 dias do inquérito que investiga suspeitas de fraudes relacionadas à tentativa de compra do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília).
Esse é o inquérito que provocou a primeira prisão de Daniel Vorcaro, em novembro do ano passado.
O argumento da PF é de que ainda há extenso volume de material a ser analisado, oriundo das buscas e apreensões e de quebras de sigilo.
Mendonça ainda não decidiu, mas é praxe que o ministro autorize a prorrogação. A reportagem apurou com investigadores que o ministro informou que deve estender o prazo até a conclusão das investigações.
O ministro assumiu a supervisão do caso em fevereiro, após Dias Toffoli deixar a relatoria em meio a revelações de que foi sócio de uma empresa que vendeu parte do resort Tayayá para um fundo ligado a Vorcaro.
Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro, quando tentava embarcar para o exterior, no Aeroporto de Guarulhos. A PF desconfia que ele tentava fugir do país, mas ele argumenta que viajaria para encontrar investidores interessados em comprar o Banco Master.
Ele foi solto dez dias depois e voltou a ser preso em 4 de março, em nova fase da operação policial Compliance Zero que também atingiu dois servidores do Banco Central.
A decisão foi tomada porque a PF encontrou no celular do ex-banqueiro mensagens que citavam intenção de forjar um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Segundo as investigações, o ex-banqueiro mantinha uma milícia privada chamada "A Turma" para coagir e ameaçar seus desafetos.
