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Jaques Wagner diz não ter dúvidas de que o PSD ficará com primeira suplência ao Senado
Jaques Wagner diz não ter dúvidas de que o PSD ficará com primeira suplência ao Senado
Por Carine Andrade, Política Livre
20/03/2026 às 15:14
Atualizado em 20/03/2026 às 15:31
Foto: Reprodução
O senador Jaques Wagner concedeu entrevista à rádio 93 FM de Jequié
O senador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, voltou a defender a permanência do vice-governador Geraldo Júnior (MDB) na chapa encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições de outubro.
A declaração reforça o posicionamento já apresentado nesta quinta-feira (19), em entrevista à rádio Metrópole. No entanto, nesta sexta-feira (20), em entrevista à rádio 93 FM de Jequié, Wagner acrescentou um novo elemento ao debate que movimenta os bastidores da política baiana: a certeza de que o PSD ficará com a primeira suplência de uma das vagas ao Senado.
A entrevista foi concedida ao lado do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), que não comentou o tema. Também acompanharam a conversa lideranças políticas da região, como os deputados estaduais Euclides Fernandes (PT) e Patrick Lopes (Avante), além do deputado federal Antônio Brito (PSD).
Nas últimas semanas, informações divulgadas na imprensa apontavam que o PSD articulava indicar o candidato a vice na chapa majoritária, movimento que poderia tirar o MDB da posição. A possibilidade chegou a ser confirmada por Jerônimo Rodrigues, à imprensa, e por uma das cotadas, a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, deputada Ivana Bastos (PSD). Agora, segundo declaração de Wagner, o cenário pode ter mudado.
“Aqui, as suplências realmente têm uma discussão a ser feita. Eu não tenho dúvida de que o PSD estará representado na chapa. E, portanto, uma primeira suplência, de uma candidatura minha ou de Rui [Costa], como o Rui também tem discutido com o Avante, por exemplo. Ou seja, nós vamos compor isso aí. Agora, na minha opinião, eu vou insistir: o tripé fundamental, o governador e dois senadores, está apresentado. E todo mundo já conhece qual é”, afirmou.
O senador destacou que as negociações seguem em curso e evitou cravar prazo para definição. “Até o martelo ser batido, até a criança nascer, não são nove meses, dá um ano e nove meses”, disse. Ele também ponderou que a decisão final pode não sair até o fim de março, podendo se estender até julho.
Wagner ressaltou ainda que não participa diretamente das articulações e que aguarda a posição final do governador. “A palavra final é do governador, que é o comandante do espetáculo”, declarou.
Ao comentar a conjuntura política, o petista enfatizou a unidade do grupo, mesmo após a saída do senador Angelo Coronel, filiado essa semana ao Republicanos, da base. “Agora mesmo tivemos a perda do senador Coronel, mas não perdemos o PSD. Então, o PSD está firme nisso, assim como o PT, o Solidariedade, o PCdoB e o Partido Verde”, afirmou.
Wagner não perdeu a oportunidade de alfinetar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo pela oposição, ACM Neto (União Brasil). “Quem se apresenta como centro-renovação não é renovação, é uma volta ao passado. Do lado de lá, eu não vejo crescer ninguém. Vejo crescer somente o dono do sistema”, disparou.
