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Injeção de recursos da União nos Correios pode ficar para 2027, diz ministra da Gestão

Injeção de recursos da União nos Correios pode ficar para 2027, diz ministra da Gestão

Desembolso do governo está previsto no contrato de empréstimo firmado com bancos em 2025

Por Redação

17/03/2026 às 21:30

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Injeção de recursos da União nos Correios pode ficar para 2027, diz ministra da Gestão

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck

A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, disse nesta terça-feira (17) que o governo não deve injetar recursos neste ano nos Correios —estatal em processo de reestruturação devido a uma crise financeira.

O aporte da União está previsto no contrato firmado entre a empresa e os bancos, que forneceram empréstimo à estatal no ano passado.

"No próprio contrato que foi assinado dizia que [o aporte] podia ser 2026 ou 2027, até 2027. Então, isso está sendo estudado. Provavelmente o aporte esse ano não deve acontecer, pode acontecer até 2027", afirmou após entrevista a jornalistas.

A ministra acrescentou que o que está sendo avaliado pelos Correios neste momento é um novo empréstimo. Uma nova consulta aos bancos para contratar um segundo empréstimo será menor do que os R$ 8 bilhões planejados inicialmente.

Dweck afirmou que o aporte da União não será descartado caso um novo empréstimo seja aprovado este ano. Segundo ela, a medida "alivia financeiramente a estatal, e por isso faz parte da equação".

A possibilidade do aporte da União ficar para 2027 já estava no radar dos Correios antes das falas recentes de Dweck e foi um dos fatores que levou a estatal a retomar o foco na operação de crédito. Para os Correios, seria melhor se a injeção de recursos ocorresse ainda neste ano, mas o governo pretende empurrar para 2027 diante da falta de espaço no Orçamento em ano eleitoral.

Segundo integrantes da companhia ouvidos pela reportagem, o novo pedido de crédito deve ficar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões. A operação também terá garantia da União, que honrará os pagamentos em caso de inadimplência.

No fim de 2025, um grupo formado pelos cinco maiores bancos do país —Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Itaú e Santander— concedeu um primeiro crédito de R$ 12 bilhões aos Correios. Há uma avaliação entre participantes da primeira operação de que o interesse dessas instituições numa segunda rodada pode ser reduzido ou até nulo.

O processo de reestruturação da estatal, segundo a ministra, está "sendo seguido à risca" e dando resultados acima das expectativas. Interlocutores que acompanham o tema afirmam que alguns dos custos projetados não se concretizaram, assim como houve melhora no fluxo de caixa previsto para os próximos meses, a partir de iniciativas que não haviam sido incluídas no planejamento financeiro.

A negociação de valores em atraso com fornecedores, por exemplo, saiu melhor que o esperado. O comando dos Correios aprovou uma regra interna pela qual credores que dessem desconto de 100% de juros e multas teriam prioridade nos pagamentos.

Com isso, 97% dos contratos com valores em aberto já foram negociados, e houve uma economia de R$ 260 milhões em relação ao estimado.

A empresa também conseguiu parcelar o pagamento de cerca de R$ 700 milhões em sentenças judiciais, com três meses de carência e outros nove meses para o efetivo repasse dos valores. Embora não haja desconto envolvido, a medida alivia o fluxo de caixa da companhia.

Na avaliação da companhia, essas medidas ajudam a reduzir a necessidade de captação de recursos pelo empréstimo. A recuperação de receitas, por sua vez, ainda não deu o efeito esperado, mas há a expectativa de melhora nos próximos 12 meses a partir da retomada de rotas de entrega de parceiros estratégicos.

Por outro lado, técnicos do governo reconhecem que, em tratativas informais conduzidas nas últimas semanas, os bancos sinalizaram pouco apetite em atender integralmente ao pleito inicial de R$ 8 bilhões extras. Por isso, a redução do valor também é uma forma de se adequar ao interesse do mercado na operação.

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