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Grupo de 350 turistas do Brasil está retido há 6 dias em navio de cruzeiro em Dubai, pela guerra

Grupo de 350 turistas do Brasil está retido há 6 dias em navio de cruzeiro em Dubai, pela guerra

MSC diz ter organizado sete voos de repatriação, enquanto Itamaraty afirma prestar assistência consular

Por Adriana Amâncio/Folhapress

06/03/2026 às 20:00

Atualizado em 06/03/2026 às 20:04

Foto: Divulgação

Imagem de Grupo de 350 turistas do Brasil está retido há 6 dias em navio de cruzeiro em Dubai, pela guerra

Brasileiros estão retidos no cruzeiro Euríbia, da empresa MSC, no porto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos

Um grupo de 350 turistas brasileiros está retido desde 28 de fevereiro a bordo do cruzeiro Euríbia, da empresa MSC, no porto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, devido à guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. O Euríbia navegaria pelo golfo Pérsico, hoje zona de guerra, e visitaria Doha, no Qatar, o Bahrein e Abu Dhabi, nos Emirados, mas nem sequer saiu de Dubai.

Depois de outra previsão de saída dada pela empresa MSC Cruzeiros que não foi cumprida, o grupo de brasileiros recebeu a informação de que o primeiro voo que vai tirá-los do Oriente Médio decola neste sábado (7) do Aeroporto Internacional de Dubai com destino a Guarulhos, em São Paulo.

A dentista Mariana Militão, 47, natural do Rio de Janeiro, está no navio junto com a mãe e duas tias. "Como está tudo tão incerto, a gente não sabe se vai sair ou não. Essa é a segunda previsão de retorno pra casa que nos dão", afirma à reportagem. Vários alertas de míssil foram enviados ao longo da semana enquanto o grupo estava no barco.

O Ministério das Relações Exteriores informou à reportagem que, "por intermédio da Embaixada do Brasil em Abu Dhabi, tem ciência e acompanha a situação dos brasileiros" no Euríbia, "a quem presta assistência consular". Espanha, Itália e Estados Unidos já retiraram seus cidadãos do cruzeiro.

Questionada sobre o caso, a empresa MSC Cruzeiros disse que já organizou sete voos para os mais de 1.500 hóspedes do Euríbia, "incluindo para o Brasil" —as pessoas ouvidas pela reportagem não confirmaram essa afirmação. "Temos imenso orgulho de ver como toda a companhia está se unindo nessa operação de repatriação altamente complexa", disse em nota o presidente executivo da MSC, Pierfrancesco Vago.

Mariana e as parentes embarcaram no Rio de Janeiro rumo à Guarulhos na madrugada do dia 27. De lá, pegaram um voo para Dubai. Poucas horas após desembarcarem, a guerra começou. "A gente escutava as explosões, o barulho dos mísseis, ficamos bastante preocupados no começo", afirma a dentista.

Entre 28 de fevereiro e 5 de março, o grupo ficou dentro do navio. Somente nesta sexta-feira (6), foram autorizados a sair e passear por Dubai brevemente. "Circulamos por alguns pontos da cidade, mas não vimos muita destruição, apenas estilhaços. Pegamos até engarrafamento", relata Mariana.

Em um vídeo publicado em seu perfil numa rede social, o brasileiro João Ricardo Karamekian, também retido no Euríbia, afirma que esperava que a embaixada brasileira nos Emirados Árabes fretasse voos para resgatar os turistas ao longo da semana. "Como são 350 brasileiros, seriam necessários vários aviões. É muito brasileiro aqui", diz.

No vídeo, o homem afirma ter sido escolhido como porta-voz do grupo de turistas brasileiros pelo capitão do Euríbia e o Cônsul do Brasil nos Emirados Árabes. Ele afirma se sentir aliviado pelo fato de não estarem em alto mar, pois a depender do tempo de retenção, poderiam faltar suprimentos e o socorro seria mais difícil.

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