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Menção de Roma no caso Master acende alerta na base de Neto e pode retardar anúncio de majoritária
Menção de Roma no caso Master acende alerta na base de Neto e pode retardar anúncio de majoritária
Por Política Livre
05/03/2026 às 17:15
Foto: Max Haack/Divulgação/Arquivo
O ex-ministro João Roma
A articulação para a definição e o anúncio da chapa majoritária do grupo liderado por ACM Neto (União Brasil) entrou em discreto compasso de espera diante do noticiário que associa o ex-ministro da Cidadania, presidente estadual do PL e pré-candidato ao Senado, João Roma, ao caso do Banco Master, através da sua conhecida relação com o banqueiro baiano Augusto Lima, preso na Operação Compliance Zero, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
O primeiro sinal de alerta veio na ocasião do convite para que Roma, assim como o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), preste esclarecimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Congresso Nacional.
Agora mais recentemente a informação que atormenta é a de que o avanço das investigações tende a atingir também setores ligados ao bolsonarismo, justamente tendo Roma como um dos pontos de conexão, segundo reportagem publicada pela revista Veja.
O ponto de observação está no credenciamento do Banco Master para atuar no consignado do auxílio emergencial no final do governo Bolsonaro. Durante aquele período, o cartão CredCesta, operação ligada ao banco e comandada por Augusto Lima, passou a intermediar operações de crédito consignado destinadas a aposentados do INSS em 24 estados e 176 municípios brasileiros. Dados do próprio instituto apontam que o número de contratos saltou de cerca de 104 mil em 2022 para 2,75 milhões em 2024, crescimento superior a 2.500% em apenas dois anos.
O contexto, na leitura de aliados, impõe cautela em razão de não se saber o efeito real que o desdobramento do caso trará.
