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EUA mantêm juros entre 3,5% e 3,75% com incertezas sobre guerra no Irã

EUA mantêm juros entre 3,5% e 3,75% com incertezas sobre guerra no Irã

Por Folhapress

18/03/2026 às 15:37

Atualizado em 18/03/2026 às 17:54

Foto: Reprodução/Instagram/Arquivo

Imagem de EUA mantêm juros entre 3,5% e 3,75% com incertezas sobre guerra no Irã

Donald Trump, presidente dos EUA

 Em meio à guerra no Irã e à disparada no preço do petróleo, o Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) decidiu manter a taxa de juros entre 3,5% e 3,75%, nesta quarta-feira (18), pela segunda reunião consecutiva.

A medida foi aprovada por 11 votos a 1, sendo que o único divergente foi Stephen Miran, indicado por Donald Trump neste segundo mandato, que defendeu o corte de 0,25 ponto percentual.

Em comunicado, o FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto) afirmou que a "incerteza quanto às perspectivas econômicas permanece elevada" em virtude das implicações incertas do conflito no Oriente Médio, que começou em 28 de fevereiro.

Para este ano, sete dos 19 formuladores de políticas do Fed veem as taxas fiquem inalteradas até o final do ano. Outros sete consideraram que um corte de 0,25 ponto percentual seria necessário, enquanto cinco avaliaram que é preciso duas reduções neste patamar.

As projeções publicadas na quarta-feira mostram que os banqueiros centrais como grupo se tornaram mais pessimistas em relação à inflação nos últimos meses. O aumento de preços que era estimada em 2,4% subiu para 2,7%, enquanto a expectativa para a taxa de desemprego permaneceu em 4,4%.

Os dados mais recentes mostraram que a inflação desacelerou em janeiro, mas o total acumulado em 12 meses subiu de 2,8% para 2,9%. O desemprego subiu para 4,4% em fevereiro, com uma redução de 92 mil postos de trabalho no mês.

"Ao avaliar a postura adequada da política monetária, o Comitê continuará monitorando as implicações das novas informações para as perspectivas econômicas. O Comitê estará preparado para ajustar a postura da política monetária conforme apropriado, caso surjam riscos que possam impedir o alcance de seus objetivos", destacou a autarquia.

A decisão já era esperada por analistas que esperavam o posicionamento do Fed frente um conflito sem prazo para terminar, que levou o preço do p etróleo em 9 de março ao seu maior patamar em quatro anos e catapultou o preço médio da gasolina e do diesel, que subiram mais de 25% na comparação com o valor antes da guerra.

Economistas dizem que os impactos domésticos e globais dependem de quanto tempo a guerra vai durar, da estrutura de qualquer governo iraniano que surja ao final dela e se os preços do petróleo subirão ainda mais além de US$ 100 por barril ou se recuarão logo para os níveis anteriores à guerra, abaixo de US$ 80. Nesta quarta-feira, o preço do Brent, referência mundial, chegou a US$ 109,95.

Além do combustível, vários outros preços podem aumentar no país: as companhias aéreas começaram a alertar sobre a alta dos custos de viagem com a elevação do preço do combustível de aviação, e uma autoridade da Casa Branca disse que os EUA estavam buscando outras fontes de fertilizantes agrícolas para evitar impactos nos alimentos.

À medida que os consumidores lidam com os preços mais altos relacionados ao petróleo, eles podem cancelar compras ou tentar reduzir totalmente os gastos, enquanto os parceiros comerciais dos EUA na Europa enfrentam um choque inflacionário ainda mais acentuado.

Ao mesmo tempo, o Fed deve enfrentar novas cobranças do presidente dos EUA, Donald Trump, que teme os efeitos econômicos em sua campanha nas eleições de meio de mandato marcadas para novembro.

A guerra do Irã marca o segundo choque potencialmente estagflacionário que Trump provocou nas perspectivas do Fed, já que, há um ano, os banqueiros centrais também consideraram as propostas tarifárias do novo governo como um golpe tanto para o crescimento quanto para os preços.

Embora o impacto inicial das tarifas de importação não tenha sido tão severo quanto o esperado, as empresas disseram que ainda estão no processo de repassar os custos mais altos, fato que já fez com que as autoridades, na reunião de 27 e 28 de janeiro do Fed, discutissem a possível necessidade de aumentos nos juros em vez de cortes.

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