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Carlos Muniz apoia audiência promovida por Hamilton Assis para debater plano municipal de segurança pública
Carlos Muniz apoia audiência promovida por Hamilton Assis para debater plano municipal de segurança pública
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
09/03/2026 às 20:45
Atualizado em 09/03/2026 às 21:14
O presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Carlos Muniz (PSDB), voltou a comentar nesta segunda-feira (9) sobre o plano municipal de segurança pública. Questionado por este Política Livre a respeito da audiência pública que o vereador Hamilton Assis (PSOL) organizou para esta terça-feira (10), o tucano defendeu uma ampla discussão sobre o assunto.
De acordo com Muniz, o debate é importante porque envolve diretamente a vida da população de Salvador e deve contar com a participação da sociedade e de diferentes setores interessados em contribuir com propostas.
“Discutir isso é algo importante. Eu acho que mexe com toda a população, com a vida de todos que aqui estão em Salvador e pode ter certeza que é algo importante. Ele tem feito isso e tem todo o meu apoio. É algo que deve ser debatido para que todos que queiram participar e colaborar possam fazer isso, e que a gente coloque ideias que venham a melhorar o projeto”, declarou.
A audiência será realizada às 9 horas, no Centro de Cultura Câmara, e visa ampliar o diálogo público sobre estratégias de prevenção à violência, proteção social e garantia de direitos, reunindo diferentes perspectivas para a elaboração de um plano que responda às realidades dos bairros de Salvador.
Segundo Hamilton Assis, presidente da Comissão das Infâncias e Adolescência da Câmara, “o debate precisa ser atravessado pelo olhar atento de uma sociedade que possui problemas estruturais”.
“Os números da violência no Brasil mostram um retrato cruel: quem mais morre são jovens negros e pobres das periferias. Precisamos que o plano de segurança não sirva a um modelo pautado no racismo estrutural e cruel. Nove em cada dez jovens assassinados em Salvador são negros, aponta o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). E a Bahia lidera o ranking de letalidade de jovens negros vítimas da violência policial. Então, quando falamos de segurança, esse atravessamento tem que ser pensado com o olhar atencioso de raça, classe e gênero também”, defendeu o vereador.
