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Camilo Santana deixa o MEC, e Leonardo Barchini, secretário-executivo, assume ministério

Camilo Santana deixa o MEC, e Leonardo Barchini, secretário-executivo, assume ministério

Leonardo Barchini assume a posição com a saída do atual titular durante período eleitoral

Por Mariana Brasil/Paulo Saldaña/Folhapress

30/03/2026 às 19:15

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Camilo Santana deixa o MEC, e Leonardo Barchini, secretário-executivo, assume ministério

O ministro da Educação, Camilo Santana

O presidente Lula (PT) anunciou nesta segunda-feira (30) o secretário-executivo do MEC (Ministério da Educação), Leonardo Barchini, 50, para assumir a pasta com a saída de Camilo Santana.

Os rumos de Camilo, que deixa a pasta para se dedicar às eleições, ainda estão em discussão junto ao presidente. Há possibilidade de que o atual chefe da Educação se dedique a apoiar a campanha de Lula ou se lance candidato ao Governo do Ceará, seu estado, no qual já ocupou a posição duas vezes.

"Tenho prazer de chamá-lo de novo ministro da Educação, Leonardo Barchini", disse Lula, durante evento do MEC.

Camilo deve deixar nesta quinta (2) o cargo ocupado por três anos e três meses. Desde a redemocratização, só Paulo Renato (FHC) e Fernando Haddad (Lula e Dilma) superaram essa marca.

Por ora, Camilo sai do ministério para se dedicar à reeleição de Elmano de Freitas (PT) ao governo do Ceará e apoiar Lula na campanha federal. Mas a desincompatibilização no prazo legal permite que ele próprio seja o candidato ao governo estadual —um plano B caso o correligionário cearense não deslanche.

Leonardo Barchini é servidor público federal há mais de 30 anos, analista em Ciência e Tecnologia sênior da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Bacharel em direito e mestre em ciências sociais pela UnB (Universidade de Brasília), Barchini já assumiu a chefia de gabinete do ministro, a Assessoria Internacional e a Diretoria de Programas.

Além disso, foi secretário de Relações Internacionais e Federativas e chefe de gabinete da Prefeitura de São Paulo, de 2013 e 2016, na gestão de Haddad. Barchini atuava como diretor da Organização de Estados Ibero-Americanos no Brasil desde setembro de 2023. Também já ocupou cargos na pasta no governo Dilma Rousseff (PT).

Com a vitória de Lula em 2022, ele ganhou espaço no MEC pela proximidade com Haddad e também com respaldo de integrantes do PT paulista.

Tornou-se secretario-executivo adjunto do MEC no início do mandato, abaixo de Izolda Cela, e depois foi nomeado para a OEI em setembro de 2023. Com a saida de Izolda em julho de 2024, ele voltou ao MEC para assumir o cargo de secretário-executivo do MEC, onde permaneceu.

Apesar de também acumular uma carreira com posições de indicação política, Barchini é o primeiro servidor de carreira ligado ao MEC a se tornar ministro da Educação.

A interlocutores, ele tem dito que, dada a complexidade da estrutura do MEC, seu plano é dar continuidade ao trabalho de Camilo, descartando mudanças (de projetos ou equipes) que, por ventura, possam impactar o andamento dos trabalhos dentro da pasta.

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