Bebeto Galvão confirma saída do PSB, mas sem anunciar novo partido
Por Política Livre
08/03/2026 às 21:52
Atualizado em 09/03/2026 às 07:40
Foto: Divulgação/Arquivo
O suplente de senador e pré-candidato a deputado federal Bebeto Galvão
A decisão do suplente de senador e pré-candidato a deputado federal Bebeto Galvão de deixar o PSB, oficializada na noite deste domingo (8) em nota distribuída pelo próprio, confirma a movimentação política revelada na semana passada pelo Política Livre.
Bebeto negocia uma mudança partidária ao lado do deputado federal Raimundo da Pesca, hoje no Podemos, e do ex-prefeito de Serrinha Adriano Lima, que está no PP. A ideia do trio é migrar conjuntamente para uma mesma legenda, fortalecendo um projeto político comum para as eleições de 2026.
Nos bastidores, o destino mais provável chegou a ser o PDT. No entanto, a possibilidade foi descartada pelo presidente estadual da sigla, o deputado federal Félix Mendonça Júnior, que confirmou ao Política Livre que o ingresso do grupo no partido não avançaria, sobretudo por conta de dificuldades com Adriano.
Bebeto, Raimundo da Pesca e Adriano Lima passaram a negociar com outras siglas da base aliada do governo estadual.
Saída após 23 anos
No comunicado divulgado neste domingo, Bebeto confirmou a saída do PSB após mais de duas décadas de militância na legenda. Durante esse período, ele ocupou cargos nas direções municipal, estadual e nacional do partido e foi eleito deputado federal em 2014, com cerca de 97 mil votos, exercendo mandato entre 2015 e 2019.
Na Câmara, chegou a atuar como vice-líder da bancada socialista. Em 2018, abriu mão de disputar a reeleição para apoiar a candidatura de Lídice da Mata (PSB) à Casa, gesto que, segundo ele, teve como objetivo preservar a unidade do grupo político.
No texto divulgado à imprensa, Bebeto afirmou que inicia agora um novo ciclo partidário, mantendo alinhamento com o campo político liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Ao final do comunicado, ele também reafirmou o compromisso político com lideranças do grupo governista no Estado, como os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD), além do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT).
