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Após paralisação de rodoviários na Lapa, Randerson Leal fala sobre direito a manifestação
Após paralisação de rodoviários na Lapa, Randerson Leal fala sobre direito a manifestação
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
24/03/2026 às 18:45
Atualizado em 24/03/2026 às 21:45
Foto: Política Livre
O líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador, vereador Randerson Leal (Podemos)
Líder da bancada de oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), o vereador Randerson Leal (Podemos) falou com a imprensa após a sessão ordinária desta terça-feira (24), sobre a paralisação de rodoviários que ocorreu na Estação da Lapa, em Salvador, na manhã de hoje. De acordo com o edil, a mobilização é um direito garantido pela Constituição, mas defendeu que os manifestantes precisam se atentar sobre os impactos na rotina da população.
“Qualquer tipo de manifestação é garantida pela Constituição Federal. Mas é preciso ter cuidado para que não dificulte o dia a dia do cidadão, especialmente de quem precisa se deslocar para atividades essenciais”, declarou.
A paralisação foi motivada pelo descumprimento da convenção coletiva por parte das empresas que operam no terminal. De acordo com o sindicato dos rodoviários, a categoria enfrenta problemas recorrentes, como a falta de acesso adequado a banheiros, que estariam sendo utilizados por pessoas em situação de rua, e o não cumprimento do horário destinado ao café.
Os rodoviários ainda relatam dificuldades relacionadas à jornada. Muitos saem de casa ainda durante a madrugada e, ao longo da manhã, já enfrentam falta de alimentação e de condições básicas de trabalho, o que, segundo a categoria, compromete a segurança no transporte de passageiros.
Ainda durante a entrevista, Leal reforçou que o direito à manifestação deve ser assegurado, mas fez questão de pontuar a necessidade de equilíbrio. “É importante garantir que os trabalhadores possam reivindicar seus direitos, mas sem prejudicar o funcionamento da cidade e o deslocamento das pessoas”, acrescentou.
O sindicato dos rodoviários afirmou que novas mobilizações podem acontecer até o mês de maio, inclusive de forma pontual e sem aviso prévio, como estratégia de pressão por melhores condições de trabalho.
