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Alckmin diz que governo se antecipou a alta dos combustíveis e que não há motivo para greve dos caminhoneiros

Alckmin diz que governo se antecipou a alta dos combustíveis e que não há motivo para greve dos caminhoneiros

Por Caio Spechoto / Folha de São Paulo

18/03/2026 às 07:00

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Imagem de Alckmin diz que governo se antecipou a alta dos combustíveis e que não há motivo para greve dos caminhoneiros

Geraldo Alckmin

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta terça-feira que o governo se antecipou à alta dos combustíveis e que não há motivo para os caminhoneiros fazerem greve. Ele deu as declarações a jornalistas na festa de aniversário de 80 anos do ex-ministro José Dirceu (PT), em Brasília.

Caminhoneiros de diferentes regiões do país articulam uma paralisação nacional para pressionar o governo contra o aumento do preço do diesel. Governistas se preocupam com a possibilidade porque uma greve do transporte por caminhões tem forte impacto na economia e pode piorar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na última semana, o governo anunciou uma série de medidas para conter os preços do diesel. Foram zerados os impostos federais sobre o produto e anunciada uma subvenção que têm o objetivo de reduzir em R$ 0,64 o preço por litro do diesel. Dias depois, a Petrobras anunciou um aumento nos preços.

"Eu espero que não tenha greve, porque não tem muito sentido. O governo já se antecipou, já tomou medidas", declarou o vice-presidente, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

"Não há nenhuma razão para ter greve, nenhuma razão. O governo tomou medidas importantes para garantir o abastecimento e que não falte combustível, e de outro lado para amortizar o impacto no preço. Foram feitas duas medidas. Retirou todo o imposto federal, que era PIS e Cofins, zerou, e ainda está dando uma subvenção, para evitar o efeito no preço", declarou Alckmin.

O vice-presidente também mencionou os ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, que culminaram na restrição, pelas forças iranianas, do trânsito de navios no estreito de Hormuz.

Cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo passam pelo estreito de Hormuz, por onde são escoadas as produções de diversos países do Oriente Médio. A medida fez os preços do petróleo subir no mercado internacional.

"Você não tem o condão de parar a guerra. O que pode fazer é minimizar o impacto [da alta dos preços]", declarou Alckmin.

Os caminhoneiros têm mantido conversas ao longo dos dias com o governo sobre o aumento do preço dos combustíveis por meio de representantes da Secretaria-Geral e do Ministério dos Transportes, além de integrantes da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). O governo tem monitorado o andamento das mobilizações para caso a paralisação se confirme.

Não há uma data para a greve. Lideranças do setor afirmam que a categoria já deliberou a favor de cruzar os braços e trabalham na articulação com entidades regionais, cooperativas e transportadoras para alinhar uma data e ampliar a adesão ao movimento. O governo vê sinais de abuso de preços praticados na bomba e diz que vai fiscalizar os postos.

Uma das principais críticas do setor é que, poucos dias após o anúncio do pacote de renúncia fiscal do governo para baratear o diesel e reduzir o impacto da crise internacional sobre o combustível, a Petrobras aumentou o preço do diesel nas refinarias, o que, segundo caminhoneiros, anulou o efeito da redução tributária.

Alckmin deu a declaração na festa de aniversário de 80 anos de José Dirceu, petista histórico que foi adversário do hoje vice-presidente durante anos –até a eleição de 2022.

Outros integrantes do governo compareceram, como os ministros José Múcio Monteiro (Defesa), Wolney Queiroz (Previdência), Esther Dweck (Gestão), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Camilo Santana (Educação). Deputados e senadores petistas, de partidos aliados e do Centrão também participaram.

A festa foi em um restaurante em Brasília. Dirceu passou a maior parte do tempo cumprimentando amigos, políticos e apoiadores, e posando para fotos.

Uma múcia com cara de jingle de campanha tocava repetidamente. "Eu e você, você eu, trago ao seu lado Zé Dirceu", dizia a letra. Dirceu deverá ser candidato a deputado federal por São Paulo, mas aliados negam se tratar de um jingle: afirmam o petista sequer tem um número de candidatura para divulgar.

Em um discurso de cerca de 15 minutos, o petista defendeu a reeleição de Lula e fez críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), provável principal adversário do petista na eleição. "Ele é golpista como o pai e é de extrema-direita como o pai", declarou Dirceu. Flávio é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumprep pena de prisão por tentativa de golpe.

José Dirceu também afirmou que a campanha deste ano será de disputa acirrada. "Nós temos que dizer claramente para o povo brasileiro: esta não é uma campanha do Lulinha paz e amor. Esta vai ser uma campanha que nós temos de conquistar a maioria do povo brasileiro", declarou.

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