A Floricultura de Mainha
Por Política Livre
16/03/2026 às 15:01
Atualizado em 16/03/2026 às 15:27
Foto: Reprodução
Floricultura em Salvador teria recebido R$ 36 milhões do liquidado banco Master
Durou pouco no governo a comemoração com a divulgação da notícia de que uma empresa de consultoria de ACM Neto (União Brasil) recebeu R$ 3,6 mi do liquidado banco Master, acusado de ter praticado a maior fraude financeira da história do Brasil, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Apesar de o ex-prefeito de Salvador, candidato ao governo da Bahia, ter provado que o dinheiro entrou legalmente na conta da firma, para deleite dos governistas, tornou-se alvo de críticas duras e memes na internet dado o envolvimento de seu nome com a queimada instituição financeira de Daniel Vorcaro.
Não demorou, no entanto, para que a imprensa nacional revelasse que a mulher de um secretário do governador Jerônimo Rodrigues (PT), ligado a um figurão do partido com influência em Brasília, tivesse embolsado uma grana equivalente a 10 vezes o que Neto recebeu com nota fiscal.
Pois é! O dinheiro, R$ 36 mi segundo um site nacional, teria sido derramado numa floricultura com sede em Salvador. Aterrorizados, os assessores do governador descobriram que há risco de a história realmente se confirmar e, usando do humor típico da Bahia, logo aplicaram um apelido ao negócio.
Trata-se da Floricultura de Mainha. Seria uma referência às costas largas do auxiliar de Jerônimo. Agora, cresce no entorno do governador a defesa de que o secretário seja imediatamente guilhotinado, no caso de se confirmar realmente que a mulher dele vendeu mais flor do que ele mesmo jamais sonhou.
Mesmo porque, alegam com convicção, como as primeiras notícias prenunciam, os tentáculos de Vorcaro e do Master chegarão a muito políticos nacionais e locais, de partidos que vão do PL ao PT, mas, no caso de Jerônimo, com certeza, não há a menor chance de contaminação.
