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Toffoli autoriza depoimento de Vorcaro após o Carnaval, diz presidente da CPI do INSS

Toffoli autoriza depoimento de Vorcaro após o Carnaval, diz presidente da CPI do INSS

Senador se encontrou hoje com o ministro do STF, que liberou participação de ex-banqueiro

Por Laura Scofield/Folhapress

03/02/2026 às 21:50

Atualizado em 04/02/2026 às 01:09

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Imagem de Toffoli autoriza depoimento de Vorcaro após o Carnaval, diz presidente da CPI do INSS

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal)

A ida de Daniel Vorcaro à CPI Mista do INSS foi confirmada para a primeira quinta-feira após o carnaval, dia 19 de fevereiro, afirmou o presidente Carlos Viana (Podemos-MG) em entrevista coletiva no Senado Federal. O comparecimento do dono do banco Master foi liberado por Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), após encontro do ministro com Viana nesta terça-feira (3).

O parlamentar também afirmou que Toffoli se colocou à disposição para conversar sobre as investigações.

"Eu levei a ele todos os relatórios, as informações do que nós já avançamos na investigação do INSS e a necessidade de que nós tenhamos a colaboração nos vários momentos que precisamos", explicou o senador.

Dias Toffoli é o relator do caso que envolve o Master no STF e tem sido alvo de críticas por ter imposto sigilo elevado às investigações. O ministro também viajou ao lado do advogado de um dos diretores do Master.

Viana disse que o ministro se comprometeu a fazer a liberação das quebras de sigilos ao Senado Federal "assim que a Polícia Federal fizer toda a compilação", o que deve acontecer "em duas ou três semanas no máximo". No ano passado, o ministro retirou da CPMI os documentos com o sigilo das mensagens de Vorcaro da CPMI.

A mudança do depoimento desta para a quinta-feira após o carnaval ocorreu após pedido da defesa de Vorcaro justificado por "problema de saúde". Viana afirmou que a defesa se comprometeu a não fazer pedido de habeas corpus para impedir a ida do ex-banqueiro à comissão posteriormente.

"Se não vier, vocês tenham certeza absoluta que eu vou usar da minha autoridade como presidente para trazê-lo aqui debaixo de condução coercitiva", acrescentou Viana.

Apesar dos elogios à conversa com Toffoli, Viana demonstrou insatisfação com decisões do ministro André Mendonça, que facultou a ida do empresário Maurício Camisotti à comissão. "Essa posição de habeas corpus para quem está envolvido em questões do INSS é motivo de crítica e de insatisfação da nossa parte", disse. Caso a defesa de Vorcaro descumpra o acordo e faça um pedido de habeas corpus, caberá a Mendonça decidir.

Sobre os próximos passos da CPI, o presidente afirmou que primeiro analisará os pedidos de quebras de sigilo e relatórios financeiros (RIFs), e depois os de convocações, que devem ser colocados à votação já na semana que vem.

O senador afirmou que analisará e colocará em votação os requerimentos que possam "melhorar o relatório" e não se baseiem em "uma questão apenas política". Há requerimentos que solicitam a quebra de sigilo bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha.

Na próxima quinta-feira (5), a CPI ouvirá o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. De acordo com Viana, ainda não houve definição por parte do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre a prorrogação do prazo da investigação.

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