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Tiago Correia comemora proibição temporária da importação de cacau africano, mas cobra mais ações do governo
Tiago Correia comemora proibição temporária da importação de cacau africano, mas cobra mais ações do governo
Por Redação
25/02/2026 às 09:52
Foto: Divulgação
O líder da oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, deputado Tiago Correia (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (25) que a decisão do governo brasileiro de proibir temporariamente a importação de cacau é correta, necessária e chega após forte pressão do setor produtivo, que há anos sofre com a falta de proteção e de políticas públicas efetivas.
Para o parlamentar, a medida ajuda a frear a concorrência predatória, valoriza a produção nacional, protege a lavoura nacional de novas de doenças e dá um mínimo de fôlego aos produtores baianos, especialmente do Sul do estado, região historicamente dependente da cacauicultura. “Era inadmissível continuar permitindo a entrada de cacau importado, colocando em risco a nossa lavoura, enquanto o produtor local enfrenta custos elevados, endividamento e ausência total de apoio estrutural”, afirmou.
Apesar de reconhecer o acerto pontual, Tiago Correia foi enfático ao afirmar que a decisão não pode ser tratada como solução definitiva. Segundo ele, tanto o Governo Federal quanto o Governo da Bahia têm sido omissos diante da crise prolongada do setor. “Não basta fechar a porta da importação por um período e fingir que o problema está resolvido. O que falta é política pública séria, planejamento e compromisso com quem produz”, criticou.
O deputado cobrou medidas urgentes e efetivas, como crédito rural acessível, renegociação das dívidas históricas dos produtores, investimentos contínuos em pesquisa, inovação genética, assistência técnica e sanidade vegetal, além de incentivos à industrialização local e à agregação de valor ao cacau baiano. “Sem isso, o produtor continuará sobrevivendo, quando deveria estar prosperando”, ressaltou.
Tiago Correia também criticou a ausência de um plano estadual estruturado para a cadeia do cacau. “A Bahia, que já foi líder mundial, hoje assiste passivamente ao enfraquecimento de uma das suas atividades mais simbólicas. Falta ação, falta prioridade e falta atenção com o produtor rural”, declarou.
Por fim, o parlamentar garantiu que a oposição seguirá vigilante e atuante. “Vamos apoiar toda medida que proteja o produtor, mas não aceitaremos ações paliativas nem discursos vazios. O cacau precisa de política de Estado, não de improviso”, concluiu.
