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Quinho Tigre diz que PSD precisa ser compensado após saída de Coronel da chapa governista
Quinho Tigre diz que PSD precisa ser compensado após saída de Coronel da chapa governista
Por Política Livre
04/02/2026 às 18:25
Atualizado em 04/02/2026 às 22:16
Foto: Política Livre
Quinho Tigre
Ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) e uma das principais lideranças do PSD no interior do Estado, o ex-prefeito de Belo Campo Quinho Tigre afirmou que o partido “precisa ser compensado de uma forma ou de outra” após perder o espaço na chapa majoritária do governador Jerônimo Rodrigues (PT) com a saída do senador Angelo Coronel (PSD) da base aliada. Pré-candidato a deputado estadual, ele defendeu uma reavaliação do posicionamento do partido no grupo governista e evitou antecipar apoio ao senador, que deve se filiar a uma sigla da oposição.
Em entrevista a este Política Livre na solenidade de posse da advogada Carina Cristiane Cangaçu Virgens no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE), realizada na tarde desta quarta-feira (4), na sede da Corte, Quinho ressaltou que a saída de Coronel tem impacto político, sobretudo no interior, mas acredita que ainda há espaço para rearranjos.
“Perder uma grande liderança naturalmente impacta. Isso é inegável. Mas espero que essa questão seja reorganizada. O PSD deixou de participar da majoritária e é importante que o governo compreenda que o partido deve ser compensado”, afirmou.
Segundo ele, o peso da legenda justifica essa discussão. “Somos o maior partido da Bahia, com cerca de 115 prefeituras. É natural que o PSD reivindique espaço dentro do projeto político”, disse, ao acrescentar que o cenário eleitoral ainda está em aberto. “A eleição será muito disputada e muita coisa pode acontecer até o prazo final das definições".
Quinho adotou um tom cauteloso ao comentar o rompimento de Angelo Coronel com a base. Disse manter diálogo tanto com o presidente estadual do PSD, senador Otto Alencar, quanto com o Coronel, lembrando que tem parceria política com o deputado federal Diego Coronel (PSD) em diversas cidades. “Sou republicano e entendo a política como a arte do diálogo. Tenho respeito por todos”, ponderou.
Questionado sobre quem pretende apoiar na disputa pelo Senado, o ex-presidente da UPB evitou cravar posição e descartou alinhamento automático. “Como a chapa ainda não está formada, não há formalização nem do lado do governo nem da oposição. Tenho uma certeza: meu apoio incondicional ao ministro (da Casa Civil) Rui Costa (PT) para o Senado. Em relação ao Senado (outra vaga), vou aguardar o posicionamento dos candidatos para definir”, concluiu.
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Edivaldo
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04/02/2026
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15:30
