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Os novos nomes para 2030, um rompimento contratado, o Coronel e o 'coronel' e o assédio do novato

Os novos nomes para 2030, um rompimento contratado, o Coronel e o 'coronel' e o assédio do novato

Por Política Livre

04/02/2026 às 12:40

Atualizado em 04/02/2026 às 19:35

Foto: Arte Política Livre

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2030 na cabeça

As articulações com vistas às eleições de outubro acabaram descortinando também novos nomes que podem se colocar para a sucessão de 2030 no campo do governo e da oposição. E eles não estão restritos ao PT, onde o quadro mais visível é o de Adolfo Loyola, hoje secretário de Relações Institucionais. Diego Coronel, hoje no PSD e em vias de se filiar ao União Brasil, ao PSDB ou ao Republicanos, Daniel Alencar (PSD), que deve concorrer a deputado federal, e o prefeito Bruno Reis (UB) estão na bolsa de apostas.

Precificado

Para correligionários e outros observadores da cena política, o desentendimento entre os senadores Otto Alencar e Angelo Coronel, do PSD, já estava contratado há muito tempo. Pelo menos, desde as eleições estaduais passadas, quando Coronel passou a disputar certo protagonismo com Otto no partido, tentando influir na formação da chapa governista e apoiando, 'por debaixo dos panos', segundo estas mesmas fontes, as campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e de ACM Neto (União Brasil).

Filhos

As dificuldades na relação entre os dois, no entanto, teriam se acentuado com a disputa que os filhos de ambos começaram a protagonizar na campanha para ver quem tinha mais votos. Um deputado com acesso direto ao mesmo tempo a Diego Coronel, considerado um talento nato na política, muito respeitado, inclusive, pelo senador Jaques Wagner (PT), e a Otto Filho, conta que virou uma questão de honra um superar o outro em termos de votos nas eleições para a Câmara dos Deputados em 2022.

Coronel oficial

Com a relação azedada a tal ponto entre as famílias, não demoraria Otto e Coronel, que são compadres, se estranharem, como acabou acontecendo agora, dizem políticos ligados aos dois. Um deles chega a dizer que Coronel esqueceu-se de que, forjado no carlismo, Otto era o verdadeiro 'coronel' da relação, do tipo que não aceita contestação a seus interesses e desejos, sempre fazendo prevalecer sua vontade naquela que considera a hora certa.

Sem esperança

Ao final do encontro que promoveu, na semana passada, com deputados para demonstrar força e que a decisão de marchar com Jerônimo Rodrigues (PT) tinha o apoio da quase totalidade do PSD, Otto se dirigiu reservadamente a dois parlamentares e, com semblante que os dois consideraram triste, perguntou sobre Coronel. Deu a entender que manteve a esperança de mantê-lo partido até o momento em que o próprio colega resolveu anunciar que deixaria a base governista.

Que vice?

Porque foi ofertada apenas nos bastidores, há quem jure de pé junto na base governista que em nenhum momento a vaga de vice de Jerônimo foi oferecida a Coronel para que ele não aderisse a Neto. E que este, inclusive, teria sido o motivo para que o senador tivesse se irritado e decidido deixar o governo. A suplência ao Senado na chapa de Wagner, no entanto, foi apresentada como compensação a Coronel de forma pública pelo petista e reiterada pelo ministro Rui Costa (Casa Civil).

Risco

Há medo genuíno na articulação do governo estadual de que Neto (União Brasil) decida marchar na direção de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, e consiga celebrar um acordo para apoiar Ronaldo Caiado à Presidência da República. Se a iniciativa prosperasse e Caiado crescesse, dizem netistas, dificilmente Kassab manteria Otto no comando da legenda no Estado, por mais que o senador diga que os deputados federais pessedistas estão todos com ele.

Cilada

Entre os amigos de Marcelo Nilo (Republicanos), não há quem duvide que o ex-deputado caiu numa cilada numa entrevista em que um radialista o destratou e disse que ele ganhou muito dinheiro na Assembleia, gerando uma troca de acusações de baixo nível ao vivo entre os dois que tem feito o deleite da internet na Bahia. Eles aconselham o ex-parlamentar a, a partir de agora, escolher melhor com quem falar para não passar por este tipo de constrangimento.

Picada

Se confirmar a vinda a Salvador para o Carnaval, o presidente Lula terá passado quatro vezes por Salvador nos últimos dois meses, calculam petistas e adversários. Para os primeiros, trata-se de iniciativa importante, que visa a preservar o eleitorado da capital para o petista. Para os adversários, um sinal de que Lula está preocupado com a campanha na Bahia e considera importante abrir uma picada na capital baiana para ele e o governador petista.

Me esqueçam

Nome mais forte no MDB para a vice de Jerônimo, a secretária estadual de Infraestrutura Hídrica, Larissa Moraes, não quer nem ouvir falar no atual titular do cargo, Geraldo Jr., nem em seu filho, o deputado estadual Mateus Ferreira. Atribui aos dois uma campanha infame para que abrisse mão de disputar uma vaga que se considerava certa na Assembleia Legislativa. Agora, não tem Geddel nem Lúcio que a façam trabalhar pela reeleição de Mateus, cujas dificuldades eleitorais já são de conhecimento público. 

Pitacos

* Com o agravamento das tensões no PSD, a deputada federal Lídice da Mata (PSB) intensificou entrevistas e participações em podcasts destacando sua firme lealdade ao projeto petista. 

* Lembrou que a dor de ter sido rifada da chapa ao Senado em 2024 foi maior porque sempre foi aliada, ao contrário de Coronel, que apoiou indiretamente Jair Bolsonaro e não fez campanha para Jerônimo. Lídice, que não é boba, busca ampliar o espaço do PSB no governo.

* Se não foi balão de ensaio, o convite de Geddel Vieira Lima para que o deputado federal Diego Coronel (PSD) se filie ao MDB ascendeu alertas ao menos entre duas importantes lideranças emedebistas no Estado.

* São eles Jayme Vieira Lima, presidente da sigla na Bahia e pré-candidato à Câmara, e o deputado federal Ricardo Maia, que vai buscar a reeleição. A conta é que a legenda elege, no máximo, dois federais, e Diego teve mais de 170 mil votos em 2022.

* Designado pelo pai para articular a composição da chapa no ceio governista, Diego mal teve tempo de atuar. Após o único encontro com Jerônimo, no qual nada houve de concreto, veio o tsunami no PSD. 

* As decisões ficaram nas mãos do próprio Coronel, que não pretende “pedir desfiliação” do partido comandado por Otto: vai apenas se filiar a outra sigla, procedimento que, pela lei eleitoral, cancela automaticamente a ficha anterior.

* Por falar em Ricardo Maia, a turma de ACM Neto (União) ainda não desistiu de atrair o parlamentar para a oposição. Outros dois federais com quem o ex-prefeito acha que tem conversa são Charles Fernandes (PSD) e Sérgio Brito (PSD).

* A ida para a importante Sedur deve ter subido à cabeça do sempre solícito com a imprensa Sóstenes Macedo, ex-Codesal. Já foi visto algumas vezes tratando mal funcionários, que ameaçam se rebelar.

* Jerônimo quer que cada partido indique até três nomes para substituir os secretários que irão deixar o governo na reforma administrativa, adiada para maio ou abril, como antecipou o Política Livre. O governador pediu quadros com currículo qualificado. 

* O vice-prefeito de Feira, Pablo Roberto, garante que vai concorrer a uma cadeira na Câmara Federal pelo PSDB. Ele descartou desistir do projeto para apoiar o empresário Zé Chico (União), o preferido do prefeito José Ronaldo (União) para virar congressista.

* Segundo colocado na disputa pela Prefeitura em 2024, Kleber Rosa (PSOL) circulou na semana passada em Brasília, convidado por setores do governo federal que não esqueceram sua performance na capital baiana. Esteve acompanhado do petista Ivan Alex, uma das poucas cabeças a vaticinar a loucura do apoio petista a Geraldo Jr.

* Meses depois de ter sido eleito, o presidente estadual do PT, Tássio Brito, emitiu uma opinião política no dia de hoje, sobre a saída de Coronel da base. Ao comentar a 'opinada', um petista, de forma irônica, observou à coluna que antes "Tássio do que nunca".

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