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Ireuda Silva faz balanço da campanha “Meu Corpo Não é Sua Fantasia” e do Carnaval de Salvador
Ireuda Silva faz balanço da campanha “Meu Corpo Não é Sua Fantasia” e do Carnaval de Salvador
Por Redação
18/02/2026 às 09:49
Foto: Divulgação/Arquivo
Ireuda Silva
A vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, fez um balanço das ações da campanha “Meu Corpo Não é Sua Fantasia” durante o Carnaval da capital baiana, destacando os avanços na conscientização e reforçando a necessidade de ampliar o enfrentamento à importunação sexual e à violência contra a mulher na maior festa popular do país.
Ao longo da folia, a iniciativa realizou blitze educativas nos circuitos oficiais, com distribuição de material informativo, orientação a foliões, trabalhadores e ambulantes, além da divulgação dos canais de denúncia, como o Disque 180. Reconhecida internacionalmente como boa prática no combate ao assédio em grandes eventos, a campanha voltou a ocupar as ruas com equipes identificadas e diálogo direto com a população sobre consentimento e respeito.
“Nosso objetivo é claro: afirmar que o corpo da mulher não é fantasia, não é convite e não é território de ninguém. Carnaval é alegria, cultura e celebração, nunca violência. Cada abordagem que fizemos foi um passo na construção de uma festa mais segura para todas”, avaliou Ireuda.
O balanço ocorre em meio a registros preocupantes de violência nas proximidades dos circuitos. Na última quinta-feira (12), uma mulher denunciou ter sido vítima de estupro dentro de um banheiro químico no bairro da Barra. O caso foi registrado na Delegacia Territorial de Abrantes e está sendo investigado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). Em outra ocorrência na Barra, uma mulher foi agredida pelo ex-namorado e recebeu apoio imediato após intervenção de populares, sendo encaminhada à Casa da Mulher Brasileira para atendimento especializado. Durante a folia, o TJ-BA concedeu 357 medidas protetivas a mulheres.
Para a vereadora, os episódios reforçam a urgência de fortalecer a rede de proteção e ampliar ações preventivas. “Não podemos naturalizar a violência. Cada denúncia é um alerta de que precisamos agir com mais firmeza, mais informação e mais presença do poder público. A prevenção salva vidas e garante dignidade”, destacou.
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que o Carnaval está entre os períodos com maior incidência de registros de importunação sexual no país, especialmente em contextos de grandes aglomerações e consumo de álcool. Diante desse cenário, Ireuda defende que campanhas educativas sejam permanentes e não apenas pontuais.
Além das blitze, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher manteve diálogo com órgãos de segurança e com a rede de atendimento para assegurar acolhimento e encaminhamento adequado às vítimas. A expectativa, segundo a parlamentar, é ampliar a atuação da campanha nos próximos anos e consolidar o Carnaval de Salvador como referência também em políticas de proteção à mulher.
“O sucesso do Carnaval não pode ser medido apenas pelo número de turistas ou pela movimentação econômica. Ele também precisa ser avaliado pela capacidade de garantir que mulheres possam brincar, trabalhar e circular sem medo. Esse é o compromisso que seguimos reafirmando”, concluiu Ireuda Silva.
