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CPI do INSS cancela audiência que ouviria filho de Camisotti e deputado estadual do MA
CPI do INSS cancela audiência que ouviria filho de Camisotti e deputado estadual do MA
Por Isadora Albernaz/Folhapress
09/02/2026 às 10:38
Foto: Geraldo Magela/Arquivo/Agência Senado
CPMI do INSS
O presidente da CPI mista do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), senador Carlos Viana (Podemos-MG), cancelou a audiência do colegiado prevista para esta segunda-feira (9) que ouviria Paulo Camisotti, filho do empresário Maurício Camisotti, e o deputado estadual do Maranhão Edson Araújo (PSB).
Segundo Viana, Camisotti apresentou um atestado médico "de última hora", enquanto Edson Araújo foi orientado pela Junta Médica do Senado a não viajar a Brasília devido a uma cirurgia feita recentemente, apesar da avaliação de que ele estaria apto a depor na CPI.
"O cancelamento ocorre após o senhor Paulo Camisotti apresentar atestado médico de última hora, informando a impossibilidade de comparecimento à oitiva para a qual estava regularmente convocado", escreveu o senador em publicação no X (ex-Twitter).
"A Junta Médica do Senado decidiu que o senhor Edson Queiroz está em condições de prestar depoimento, mas não deve se deslocar até Brasília neste momento, em razão de cirurgia recente. Diante disso, a oitiva será remarcada para data oportuna, em estrito respeito à recomendação médica", afirma outra nota de Viana.
Os depoimentos serão remarcados. A nova data ainda não foi informada pelo presidente do colegiado.
Como mostrou a Folha, relatórios do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontam que R$ 59,9 milhões foram pagos à Rede Mais Saúde, administrada por Paulo Camisotti. Seu pai, Maurício, é apontado como possível beneficiário do esquema de desvios.
Os documentos também mostram que R$ 16,1 milhões foram repassados à Prospect Consultoria Empresarial, de Antonio Carlos Camilo Antunes, que é apontado como o operador do esquema e que ficou conhecido como "Careca do INSS".
Tanto Antunes quanto Maurício Camisotti estão presos desde 12 de setembro. A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) validou a prisão, decretada sob o argumento de que os dois tentavam frustrar as investigações sobre os descontos em benefícios previdenciários.
Já Edson Araújo foi convocado a depor na CPI do INSS por ser vice-presidente da CBPA (Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura). A entidade é uma das citadas na Operação Sem Desconto, da PF (Polícia Federal), que investiga as fraudes.
