CPI do INSS aprova quebra de sigilo bancário de Lulinha em meio a bate-boca
Por Constança Rezende e Carolina Linhares/Folhapress
26/02/2026 às 12:55
Atualizado em 26/02/2026 às 19:24
Foto: Geraldo Magela/Arquivo/Agência Senado
CPMI do INSS
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), a quebra de sigilo bancário e fiscal de um dos filhos do presidente Lula (PT), Fábio Luís, conhecido no mundo político como "Lulinha".
Após a votação, parlamentares entraram em confronto. Aliados do governo tentaram protestar contra a aprovação na mesa diretora e a oposição reagiu. A sessão foi suspensa e não houve feridos.
O requerimento de convocação foi baseado em supostos pagamentos de um dirigente petista que teria recebido dinheiro de empresa citada nas investigações do caso dos descontos ilegais e transferido ao contador de Fábio Luiz.
Em coletiva para a imprensa, o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse que o governo compareceu na comissão "com a decisão de bloaquer toda a pauta" da reunião.
"Ninguém saiu machucado, a oposição tem o direito de se manifestar, o governo também. Mas o que vale é o voto. No voto, o governo perdeu. Não houve manobra, não houve absolutamente nada. Eu segui o jogo e o regimento desde o início", afirmou.
Já o deputado federal Paulo Pimenta (PT) disse que irá pedir a anulação da votação ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e entrará com uma representação no conselho de ética da Casa contra Viana por "fraudar o resultado da votação".
O relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) chegou a dizer, em janeiro, que a convocação de Lulinha era uma das prioridades do colegiado no retorno aos trabalhos, neste mês.
