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Capitão Alden critica convocação de Roma na CPI do Crime Organizado e fala em viés político
Capitão Alden critica convocação de Roma na CPI do Crime Organizado e fala em viés político
Por Redação
27/02/2026 às 11:49
Foto: Divulgação/Arquivo
Capitão Alden
Vice-líder da oposição na Câmara, o deputado federal Capitão Alden (PL-BA) criticou as recentes movimentações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado e classificou como política a convocação do ex-ministro João Roma.
Nesta quarta-feira (25), o colegiado aprovou uma série de convites e convocações para que autoridades prestem esclarecimentos, entre elas três ex-ministros da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo o pré-candidato ao Senado pela Bahia, João Roma.
Alden se manifestou publicamente e afirmou que a inclusão do nome de Roma entre os convocados não se sustenta em fatos concretos. “A convocação do ex-ministro João Roma para a CPI do Crime Organizado tem um claro componente político. Não há, até o momento, qualquer fato concreto que o vincule a organização criminosa ou a irregularidades na gestão pública”, disse.
“O que vejo é uma tentativa previsível de criar narrativa: associar nomes ligados ao governo Jair Bolsonaro a escândalos que historicamente são vinculados a estruturas montadas durante os governos do Lula e do PT”, acrescentou Alden.
O parlamentar baiano também relacionou a convocação ao cenário eleitoral baiano e ao desempenho de Roma na disputa por uma vaga no Senado: “Trata-se de uma tentativa de desviar o foco e ofuscar o crescimento de Roma na disputa pelo Senado na Bahia. O estado que é tradicional reduto eleitoral do PT e que tem peso decisivo no cenário nacional”.
“CPI é instrumento legítimo do Parlamento. Mas quando passa a ser usada como palco para desgaste político seletivo, perde credibilidade. Se houver fatos, que sejam apresentados. Se não houver, a convocação vira espetáculo. Não podemos aceitar que a investigação do crime organizado, tema gravíssimo para o país, seja desviada para disputa eleitoral ou para reconstrução de narrativa política”, completou Alden.
