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Câmara do DF arquiva pedidos de impeachment contra Ibaneis por caso Master

Câmara do DF arquiva pedidos de impeachment contra Ibaneis por caso Master

Por Vanessa Araujo/Estadão Conteúdo

20/02/2026 às 12:22

Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

Imagem de Câmara do DF arquiva pedidos de impeachment contra Ibaneis por caso Master

Ibaneis Rocha

O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wellington Luiz (MDB), arquivou três pedidos de impeachment apresentados contra o governador Ibaneis Rocha (MDB).

Nos despachos publicados na edição desta sexta-feira, 20, do Diário da Câmara Legislativa, Wellington informou que acolheu pareceres da Procuradoria-Geral da Casa favoráveis ao arquivamento das denúncias.

As representações foram protocoladas no fim de janeiro por PSB, PSOL, PDT e Cidadania e têm como base o escândalo envolvendo o Banco Master. Os requerimentos questionavam a tentativa do Banco Regional de Brasília (BRB) de adquirir a instituição financeira. A operação foi barrada pelo Banco Central (BC) em setembro do ano passado.

Os pedidos foram apresentados após o Estadão revelar que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF) ter tratado pessoalmente com Ibaneis sobre a venda do banco ao BRB. Posteriormente, o governador confirmou que se encontrou com o empresário, mas negou ter discutido a operação.

Wellington Luiz integra o mesmo partido de Ibaneis e é aliado político do governador.

Além das iniciativas na CLDF, cinco partidos - PT, Rede, PDT, PCdoB e PV - protocolaram em 26 de janeiro, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma notícia de fato pedindo a apuração de possíveis crimes comuns e atos de improbidade administrativa atribuídos ao governador no contexto do caso BRB-Master. As siglas defendem ainda o afastamento de Ibaneis do cargo para evitar interferências e garantir a lisura das apurações.

O caso do Banco Master tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça, após a citação do deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) aparecer em documentos apreendidos. O processo tramitava no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e chegou ao STF por solicitação da defesa de Daniel Vorcaro, que alegou a existência de autoridade com foro privilegiado.

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