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BC tem lições a aprender sobre o caso Master, diz diretor de regulação da autarquia

BC tem lições a aprender sobre o caso Master, diz diretor de regulação da autarquia

Por Tamara Nassif, Folhapress

09/02/2026 às 13:24

Foto: Gilneu Vivan/Reprodução

Imagem de BC tem lições a aprender sobre o caso Master, diz diretor de regulação da autarquia

O diretor de Regulação do Banco Central, Gilneu Vivan

O BC (Banco Central) tem lições a aprender após o caso Master. É essa a visão de Gilneu Vivan, diretor de Regulação e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução da autarquia.

Em evento da ABBC (Associação Brasileira de Bancos) nesta segunda-feira (9), Vivan elogiou o arcabouço jurídico e regulatório do BC. Segundo ele, porém, ainda há ajustes a serem feitos.

O primeiro deles, afirmou Vivan, é a rapidez com que os investidores do conglomerado do Banco Master foram ressarcidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos, o colchão financeiro que protege operadores em caso de falência ou liquidação de instituições).

"O arcabouço tem dois grandes objetivos. O primeiro é proteger o depósito popular, e acredito que a gente tem conseguido sucesso nisso. O FGC já pagou 85% dos investidores no caso Master, o que nos mostra que a coisa funciona. Também não vimos nenhuma mudança na estrutura de captação de bancos pequenos e médios, o que mostra que o problema ficou circunscrito onde ele deveria ter ficado", disse ele.

Todos os clientes vão ser reembolsados. Mas tem demorado mais do que eu gostaria. Nós não conseguimos ser efetivos, então temos uma lição a aprender aí."

A segunda lição diz respeito ao outro objetivo do arcabouço regulatório e jurídico do BC: a magnitude do impacto e o risco de contágio. A digitalização financeira garantiu a inclusão de pessoas que antes estavam à margem do sistema, o que é "fundamental", afirma. Por outro lado, "quase 1 milhão de clientes foram afetados pelo Master e, no caso do Will Bank, são outras 7 milhões de pessoas", diz.

"Quando tivemos as outras liquidações [extrajudiciais] no passado, o ambiente era outro. E agora o debate é bem mais complexo. Temos de ajustar os nossos processos para essa nova realidade."

Vivan afirmou que a autarquia deve incluir a revisão de algumas regras do FGC em sua lista de entregas para este ano ou início de 2027. Ele, no entanto, não deu mais detalhes. A lista inclui ainda a definição de regras sobre distribuição de títulos, novas normas sobre prevenção de fraudes, e uma "revisão das questões de tarifas".

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