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Adolfo Menezes diz que saída de Coronel foi desfecho “desfavorável para todos”
Adolfo Menezes diz que saída de Coronel foi desfecho “desfavorável para todos”
Por Política Livre
04/02/2026 às 17:40
Atualizado em 04/02/2026 às 20:42
Foto: Política Livre
O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD)
O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) afirmou nesta quarta-feira (4) que a saída do senador Angelo Coronel do PSD e do grupo governista ocorreu em um ambiente de desconforto. Segundo ele, o desfecho não era desejado por nenhuma das partes envolvidas.
“Eu sou testemunho de que ninguém está confortável. Coronel não está confortável, Otto não está confortável, ninguém queria que isso acontecesse”, declarou o parlamentar, ao destacar a relação pessoal e política de muitos anos com o senador. “Tenho uma amizade antiga com a família, uma convivência que vem de décadas”, acrescentou.
Adolfo ressaltou que o senador tinha legitimidade para disputar a reeleição, assim como outras lideranças do grupo governista, mas ponderou que a formação da chapa acabou impondo limites. “Coronel tinha todo o direito de disputar a reeleição, assim como o ministro Rui Costa e o senador Jaques Wagner. Mas onde cabem duas vagas, não cabem três”, avaliou. “Infelizmente, foi um desfecho desfavorável para todos”, disse o parlamentar durante a solenidade de posse da advogada Carina Cristiane Canguçu Virgens como desembargadora do TRE-BA.
O deputado afirmou ainda que participou das discussões apenas como coadjuvante e que a decisão não passou pela maioria do PSD. “Isso não dependeu de mim nem da base do partido. As conversas foram conduzidas pelas principais lideranças do grupo, como Rui, Wagner, o governador [Jerônimo] e o senador Otto”.
Para o ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, ainda poderia ter havido mais diálogo antes do rompimento. “Sempre cabia mais conversa. Eu acredito que ainda poderia ter existido um entendimento”, afirmou, ao destacar que a decisão final coube ao senador. “O Coronel tomou essa posição, e cada um segue o seu caminho.”
Sobre uma possível intransigência nas negociações, o parlamentar evitou fazer julgamentos. “Eu não posso dar esse testemunho. O que eu sei é que, pelo que acompanhei, ninguém está confortável com o que aconteceu”, concluiu.
