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Trump rebate Powell por ação criminal: 'Não é muito bom no Fed nem em construir prédios'

Trump rebate Powell por ação criminal: 'Não é muito bom no Fed nem em construir prédios'

Presidente do Fed disse que é investigado como consequência da política de juros do país

Por Fernando Narazaki/Folhapress

12/01/2026 às 17:45

Foto: Reprodução/Instagram

Imagem de Trump rebate Powell por ação criminal: 'Não é muito bom no Fed nem em construir prédios'

O presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não tem qualquer ligação com a investigação sobre o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, anunciada por procuradores federais nesse domingo (11).

O inquérito conduzido pelo escritório da Procuradoria dos EUA no Distrito de Columbia apura se Powell mentiu ao Congresso sobre os custos da reforma da sede do banco central do país, que está estimada em US$ 2,5 bilhões.

Ao confirmar que recebeu a notificação do processo, o presidente do Fed afirmou que a reforma é um pretexto para forçar a sua saída, que seria o real motivo na sua avaliação. "A ameaça de acusações criminais é uma consequência do fato de o Federal Reserve definir as taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que será melhor para o público, em vez de seguir as preferências do presidente [Donald Trump]", afirmou Powell.

"A questão central é se o Fed conseguirá continuar a definir as taxas de juros com base em evidências e nas condições econômicas, ou se, em vez disso, a política monetária será dirigida por pressão política ou intimidação", complementou o presidente da autarquia financeira.

Questionado sobre o comentário de Powell, Trump afirmou que não está envolvido na investigação e voltou a criticar o dirigente. "Eu não sei nada sobre isso, mas ele certamente não é muito bom no Fed, e ele não é muito bom em construir edifícios," afirmou o republicano em entrevista à emissora NBC News na noite de domingo.

O presidente norte-americano também negou que a apuração tenha ligação com a postura do Fed de reduzir os juros em 0,25 ponto percentual nas últimas três reuniões. Trump defendia um corte maior.

Trump vem criticando Powell antes mesmo de assumir a presidência, chamou o dirigente de "burro", "idiota" e já afirmou que adoraria demiti-lo. Powell tem mandato até 15 de maio e anunciou que não pretende deixar o cargo antes.

O presidente dos EUA defende corte maior na taxa de juros, atualmente entre 3,5% e 3,75%, para um patamar de 1,5%. Segundo ele, o índice atual impede os norte-americanos de comprarem imóveis devido ao custo do empréstimo e de desaquecer a economia do país.

Além de pedir seguidamente a saída seguidamente de Powell, Trump pressionou para demitir a diretora Lisa Cook por uma suposta irregularidade na cobrança de hipoteca de seus imóveis, mas não obteve sucesso.

Pressionado, Powell não define sozinho a taxa de juros nos EUA. A decisão é feita pelos votos de 12 integrantes do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto), que tem diretores do Fed e presidentes regionais da autarquia.

As últimas reuniões vêm sendo marcadas pela divisão nos votos, algo raro no Fed, que costuma ter decisões unânimes. Em dezembro, o corte de 0,25 ponto percentual teve 9 votos, enquanto 1 voto pediu uma redução maior de 0,5 ponto percentual e 2 votos defenderam que não houvesse corte. Powell votou pelo corte de 0,25 ponto.

SENADOR REPUBLICANO CRITICA TRUMP

O senador republicano Thom Tillis, da Carolina do Norte, afirmou que irá se opor à confirmação de qualquer indicado para o Fed, incluindo qualquer vaga futura na presidência, citando relatos de intimações.

"Se ainda havia alguma dúvida de que assessores dentro do governo Trump estão ativamente pressionando para acabar com a independência do Federal Reserve, agora não deve haver nenhuma", afirmou o senador do mesmo partido de Trump. "Agora é a independência e a credibilidade do Departamento de Justiça que estão em questão", disse.

As obras de renovação, que são o foco da investigação sobre Powell, começaram em 2022 e devem ser concluídas em 2027. Estima-se que o custo total ultrapasse o orçamento em cerca de US$ 700 milhões, tendo subido de US$ 1,8 bilhão para US$ 2,5 bilhões. O projeto envolve a expansão e modernização do Edifício Marriner S. Eccles e de outro prédio na Avenida Constitution, ambos da década de 1930.

O Fed afirmou que nenhum desses edifícios passou por uma "reforma completa" desde sua construção, há quase 100 anos, o que sugere a necessidade de uma renovação significativa. Parte do projeto inclui a remoção da contaminação por amianto e chumbo, bem como a adequação das instalações às leis de acessibilidade para pessoas com deficiência.

Uma versão de 2021 da proposta do Fed descrevia elevadores e salas de jantar privativas para os principais formuladores de políticas monetárias, fontes de água e novos elementos em mármore, além de um terraço na cobertura para a equipe. Questionado em uma audiência no Congresso em junho, Powell negou que muitos desses recursos fizessem parte da proposta mais recente.

"Não há sala de jantar VIP; não há mármore novo", disse ele. "Retiramos o mármore antigo e estamos colocando-o de volta. Teremos que usar mármore novo onde parte do mármore antigo quebrou. Mas não há elevadores especiais. Há apenas os elevadores antigos que já estavam lá", esclareceu.

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