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Quem tem fé vai a pé: Wellington com o pé no STF e Kertezman, no STJ, a invertida de Eleusa em Wagner contra a suplência para Coronel

Quem tem fé vai a pé: Wellington com o pé no STF e Kertezman, no STJ, a invertida de Eleusa em Wagner contra a suplência para Coronel

Por Política Livre

14/01/2026 às 14:45

Atualizado em 14/01/2026 às 17:49

Foto: Divulgação

Imagem de Quem tem fé vai a pé: Wellington com o pé no STF e Kertezman, no STJ, a invertida de Eleusa em Wagner contra a suplência para Coronel

Radar do Poder

Quem ganha

Aguardada como certa há algumas semanas, a escolha do advogado baiano Wellington Lima e Silva para o cargo de ministro da Justiça, no lugar de Ricardo Lewandowski, apesar de uma decisão pessoal do presidente Lula, de quem ele se aproximou imensamente quando trabalhou como chefe jurídico da Casa Civil com o ministro Rui Costa, fortalece na Bahia o senador Jaques Wagner (PT), que o escolheu para chefe do MP quando foi governador.

Wellington César Lima e Silva

Wellington César Lima e Silva



Agregado

Wagner, por sua vez, ganha um aliado de peso no ministério da Justiça para tentar emplacar o desembargador baiano Maurício Kertezman no Superior Tribunal de Justiça (STJ), projeto que acalenta há algum tempo e no qual investiu bastante energia há dois anos sem sucesso. Kertezman, no entanto, não está sozinho no páreo. Roberto Frank é outro desembargador do TJ que deve se animar com a chegada do amigo pessoal na pasta da Justiça.

Baianada

Além de um marco importante para o PT baiano na Esplanada, a chegada de Wellington a Brasília abre portas também para vários quadros baianos em cargos no ministério e nos arredores. Da vez em que assumiu a pasta pela primeira vez, no governo Dilma Rousseff, na qual ficou apenas 14 dias, o então ministro já se preparava para convocar para auxiliá-lo um time de destaque na Bahia, onde tem muitos amigos e admiradores.

Essa não!

Não teria acabado muito bem a conversa em que o senador Wagner resolveu propor ao casal Angelo e Eleusa Coronel que o senador aceitasse a suplência dele como candidato à reeleição na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT), ao invés de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, como inicialmente proposto. Conhecida por agir como uma leoa em defesa da família, a altiva Eleusa não teria reagido bem à ideia.

Contraofensiva dura

Sem pestanejar, a mulher de Coronel deu no senador um contragolpe, sugerindo que Wagner abrisse mão de disputar a reeleição. Assim, acabou de forma indireta tocando no hoje polêmico acordo que Wagner teria feito em 2022, dizendo que abriria mão de concorrer à reeleição em 2026 como forma de incentivar Rui Costa, então governador do Estado, a não disputar o Senado naquela eleição e envolver-se na campanha para eleger Jerônimo.

Eleusa Coronel

Eleusa Coronel



Carta na mesa

Do outro lado, Coronel fez uma sondagem direta a ACM Neto (União) visando encaminhar sua mudança para a oposição. A proposta: ser o candidato único ao Senado na chapa liderada pelo ex-prefeito. Coronel avalia que a primeira vaga já seria do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), e quer garantir a segunda na concorrência exclusiva com o senador Jaques Wagner (PT). A conversa não avançou.

Conta difícil

Aceitar o pedido de Coronel é algo considerado inviável por Neto. Isso implicaria em rifar da chapa o presidente do PL na Bahia, João Roma, já dado como certo na disputa ao Senado, jogando o dirigente na disputa ao Palácio de Ondina. Ele não quer perder o apoio do PL, que garante tempo de TV, fundo eleitoral e articulação nacional com Valdemar Costa Neto, sobretudo porque não deve apoiar a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (RJ). E também não quer cometer o mesmo erro de 2022, quando limou um aliado de peso, José Ronaldo (União), da chapa.

Jogo duplo

Além disso, entre aliados do candidato a governador das oposições cresce a desconfiança sobre as reais intenções de Angelo Coronel. Para alguns, o parlamentar apenas flerta, mas não terá coragem de romper de fato com o compadre, o senador Otto Alencar (PSD). "Os dois podem estar fazendo jogo combinado desde o início, inclusive com essa história de concorrer na nossa majoritária como candidato único ao Senado. É esparro", avalia um integrante do staff do ex-prefeito.

Moderado

Por outro lado, caiu bem no governo a decisão de Angelo Coronel de reduzir a exposição após os últimos atritos e delegar ao filho, o deputado federal Diego Coronel (PSD), as últimas negociações sobre 2026. Diego deve se reunir ainda esta semana com o governador, com Otto Alencar e Jaques Wagner para tratar da chapa.Nos bastidores, é visto como mais hábil do que o pai, que, por sinal, não terá o respaldo do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, se migrar para a oposição – o dirigente já avisou que seguirá Otto. 

Pitacos

* Coronel garante a aliados que não teme impactos eleitorais para a família caso deixe a base do governo. Diz não depender de Jerônimo para a reeleição de Diego nem do outro filho, o deputado estadual Angelo Filho (PSD), hoje o único aliado pessedista do senador na Assembleia depois da ida de Cafu Barreto para a oposição. 

* O senador aposta no capital político construído como relator do Orçamento da União em 2025 e na força das emendas parlamentares no interior para sustentar o grupo em qualquer cenário.

* A festa do Bonfim, que tinge a Cidade Baixa com as cores de Oxalá, hoje, como em todo ano eleitoral, vai servir para que os principais líderes políticos baianos testem sua popularidade. 

* Quem tiver a capacidade de acompanhar junto deles o cortejo de cerca de 10 quilômetros até o fim vai ficar sabendo também qual deles vai ser aplaudido de forma espontânea ou por meio de claques pagas. 

* Otto Alencar tem conversado nos últimos dias com deputados do PSD e não escondeu a irritação com as tratativas de Angelo Coronel com Neto, como já revelou este Política Livre

* Aos correligionários, reforçou que descarta totalmente mudar de lado para não prejudicar os próprios aliados no Legislativo, hoje integralmente ancorado na base do governo. Citou como exemplo o caso da presidente da Assembleia, Ivana Bastos, que, segundo ele, teria dificuldades eleitorais caso a sigla rompesse com Jerônimo.

* Aliás, Otto já intensificou as viagens pelo interior para apresentar o filho, o médico Daniel Alencar, como candidato a deputado federal. No fim de semana, esteve com o herdeiro em Itapicuru, ao lado de lideranças locais. 

* Daniel assume o espaço deixado por Otto Filho, que abriu mão do mandato para virar conselheiro do TCE. A negociação por Otto Filho foi a pá de cal na disputa de Coronel por espaço na chapa majoritária de Jeerônimo.

Otto Filho

Otto Filho



* O MDB baiano concentra esforços na montagem da nominata para deputado federal, com a meta de reeleger Ricardo Maia e eleger Jayme Vieira Lima, presidente do partido no Estado e da Cerb e tentar abocanhar uma terceira cadeira. 

* A estratégia visa dar mais musculatura política aos irmãos Vieira Lima no comando nacional do MDB. Isso também passa por manter a vice na chapa majoritária liderada por Jerônimo.  

* A chapa proporcional emedebista para federal já reúne nomes como Lúcia Rocha (Vitória da Conquista), Edylene Ferreira (Serrinha), Ana Rita Tavares (Salvador) e lideranças regionais, a exemplo do médico Isaac Nery, de Itabuna.

* Ana Rita Tavares vai dobrar com o vereador de Salvador David Rios (MDB), de quem é suplente e que será candidato a deputado estadual. Ou seja, ela vai trabalhar em entrar em 2027 com um mandato, seja na Câmara Municipal ou na Federal.

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