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Lula sanciona lei de pagamento retroativo para servidores de benefícios suspensos pela Covid
Lula sanciona lei de pagamento retroativo para servidores de benefícios suspensos pela Covid
Em ano eleitoral, medida beneficia funcionários de estados e municípios que tiveram anuênios e quinquênios congelados durante Covid
Por Luany Galdeano/Folhapress
13/01/2026 às 17:15
Atualizado em 13/01/2026 às 17:15
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
O presidente Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou uma lei que autoriza o pagamento de benefícios retroativos para servidores públicos que haviam sido suspensos durante a pandemia da Covid-19, em texto publicado no DOU (Diário Oficial da União) nesta terça-feira (13).
A lei permite que estados e municípios façam o pagamento de retroativos de anuênio, triênio, quinquênio, sexta-parte, licença-prêmio e outros benefícios dados a servidores públicos que haviam sido suspensos durante a crise sanitária. A recomposição só poderá ocorrer se houver disponibilidade no orçamento e após aprovação na LDO dos entes federados.
A medida é uma resposta ao congelamento de benefícios para servidores que ocorreu entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021, que era uma condição da ajuda financeiro do governo federal aos estados e municípios durante a pandemia.
A injeção de R$ 60 milhões no caixa de estados e municípios, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), dependia da suspensão de reajustes e outros atos que pudessem gerar aumento de despesas com pessoal, incluindo os benefícios para servidores.
Na época, a medida também proibiu que estados e municípios usassem o período entre maio de 2020 e dezembro de 2021 para dar adicionais por tempo de serviço, como anuênios, quinquênios, entre outros. Esses benefícios existem sobretudo nos estados e municípios, de modo a permitir aumentos salariais para servidores que atuam na administração pública há mais tempo.
A lei sancionada nesta semana permite que o pagamento desses valores atrasados. Em ano eleitoral, a medida apresenta uma vantagem para governos estaduais.
O projeto de lei havia sido aprovado no Congresso no fim de 2025, após uma série de outras propostas terem sido apresentadas desde que o congelamento dos benefícios havia sido suspenso, ainda durante a pandemia.
Segundo o governo, a busca corrigir os impactos dessas restrições e devolver aos entes federativos a autonomia para decidir sobre o tema.
