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Gleisi faz pressão por Haddad candidato em SP e afirma que 'todos têm de vestir camisa'

Gleisi faz pressão por Haddad candidato em SP e afirma que 'todos têm de vestir camisa'

Ministra de Lula afirma que quadros do PT precisam fortalecer campanha nos estados

Por Catia Seabra/Augusto Tenório/Mariana Brasil/Folhapress

28/01/2026 às 20:10

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Gleisi faz pressão por Haddad candidato em SP e afirma que 'todos têm de vestir camisa'

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT)

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), aumentou a pressão para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), dispute a eleição em São Paulo. Nesta quarta-feira (28), a articuladora política do Planalto defendeu que auxiliares atendam ao chamado do presidente Lula (PT) para reforçar palanques nos estados.

"Acho que numa situação como essa, de enfrentamento grande, todos têm que entrar em campo, vestir a camisa e fazer o que melhor sabem fazer na disputa eleitoral. Então, defendo que todos os quadros nossos, inclusive o ministro Haddad, sejam candidatos. Precisamos fazer a disputa nos estados contra a extrema direita", disse Gleisi em conversa com jornalistas.

Haddad enfrenta a pressão de diversos setores do PT para concorrer em São Paulo, seja ao governo ou ao Senado. Segundo a ministra, o cargo deve ser decidido em diálogo com Lula.

O ministro afirmou que deixará o cargo antes do prazo de desincompatibilização, mas seu desejo é se tornar o coordenador da campanha nacional do petista, sem participação direta no pleito.

O temor de Haddad é sofrer mais uma derrota eleitoral em sequência. Ele perdeu em 2016 a disputa pela Prefeitura de São Paulo contra João Doria (então no PSDB), em 2018 a corrida pela Presidência da República contra Jair Bolsonaro (PL) e em 2022 a eleição para o Governo de São Paulo contra Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Apesar disso, setores do PT acreditam que Haddad chegaria às urnas em outro patamar neste ano. Aliados dizem que sua atuação na Fazenda diminuiu a resistência do empresariado e do mercado financeiro ao seu nome. Lula tem dito a aliados que deseja ver seu ministro formando um palanque no maior colégio eleitoral do país.

"Estamos numa quadra histórica de defesa da democracia. Não podemos deixar a extrema direita voltar ao poder neste país. Este é o compromisso histórico do campo progressista, e o presidente Lula tem clareza dessa responsabilidade eleitoral", completou Gleisi.

Concorrer ao Governo de São Paulo seria uma forma de fazer frente a Tarcísio, visto como um dos expoentes nacionais da direita e que fará campanha para Flávio Bolsonaro (PL) na disputa contra Lula. O governador é amplo favorito, então uma candidatura de esquerda é vista pelo próprio PT como um "sacrifício" em prol de um palanque forte para o presidente.

A própria ministra concorrerá ao Senado pelo Paraná, numa eleição considerada difícil, para atender a um pedido feito diretamente por Lula. Até então, ela planejava renovar seu mandato de deputada federal, numa disputa com vitória considerada garantida. Gleisi deve ficar no ministério até março e será substituída por Olavo Noleto, secretário-executivo do chamado Conselhão, o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social e Sustentável.

Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), já havia se juntado ao coro de petistas que pressionam Haddad a concorrer. Ele afirmou que o colega de governo "cumpriu um papel importante em 2022 e representa algo muito maior". Dessa forma, disse que ele "não pode se dar ao luxo de querer tomar uma decisão individual".

"No caso de São Paulo, os dois grandes nomes são [o vice-presidente Geraldo] Alckmin e Haddad. É questão de missão. Não é querer ou não querer. Muitas vezes precisamos nos colocar à disposição em nome do projeto nacional, independentemente se vamos ser vitoriosos ou não", completou Camilo.

Nos bastidores do governo, há uma atenção especial a São Paulo. Alckmin (PSB) é cotado a concorrer ao governo, assim como a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB). A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), é avaliada para disputar o Senado, assim como o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB).

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