FGC deve reembolsar R$ 6,3 bilhões a clientes do Will Bank
Estimativa se baseia em dados informados pela instituição antes da liquidação decretada pelo BC
Por Folhapress
21/01/2026 às 17:15
Atualizado em 21/01/2026 às 20:18
Foto: Reprodução/Instagram
Cartão de Crédito do Will Bank
O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) disse nesta quarta-feira (21) que estima em cerca de R$ 6,3 bilhões o valor a ser desembolsado para investidores elegíveis do Will Bank após o Banco Central decretar sua liquidação. Os dados mais recentes são de novembro de 2025.
Os valores e a quantidade de beneficiários ainda serão confirmados após a consolidação da base de dados pelo liquidante nomeado pelo BC, com apoio do FGC. Em liquidações recentes, o início dos pagamentos ocorreu entre 30 e 60 dias após essa etapa, disse a entidade.
A cobertura do FGC é limitada a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, considerando o total de depósitos e créditos elegíveis por instituição ou conglomerado financeiro.
Como o Will Bank fazia parte do conglomerado do Banco Master, clientes que já atingiram esse limite no banco liquidado em novembro não terão valores adicionais a receber. Para efeitos de comparação, o valor a ser pago pelo FGC a investidores do Master ficou em mais de R$ 40 bilhões.
Segundo o FGC, clientes que contrataram produtos garantidos antes da aquisição do Will pelo Banco Master, em agosto de 2024, mantêm a garantia individual. Já as aplicações feitas posteriormente passam a ser consolidadas no conglomerado, respeitando o teto de cobertura de R$ 250 mil.
Valores que excederem o limite garantido permanecem sujeitos ao processo de liquidação, no qual o credor passa a integrar a massa como credor quirografário, sem garantia de ressarcimento integral.
O Banco Central decretou nesta quarta a liquidação do Will Bank, banco digital do grupo Master, que estava desde novembro sob regime de administração especial temporária.
O Will Bank foi preservado quando o BC anunciou a liquidação do Banco Master, em 18 de novembro, diante da avaliação de que naquela época havia investidores interessados em adquirir a instituição, o que acabou não se concretizando. O regime especial poderia ser mantido por até 120 dias.
De acordo com o regulador, porém, não foi possível encontrar uma solução para o banco, depois que o Will deixou de pagar participantes da cadeia de cartão de crédito, incluindo a bandeira Mastercard.
Em ato assinado pelo presidente Gabriel Galípolo, o BC justifica a liquidação da instituição pelo "comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse, evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master".
A liquidação é adotada quando o BC avalia que a situação da instituição financeira é irrecuperável. Nesse caso, o funcionamento da instituição é interrompido e ela é retirada do sistema financeiro nacional.
O grupo Master detinha 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do sistema financeiro nacional, segundo o BC.
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