Fevereiro terá bandeira verde na conta de luz, sem cobrança extra
Segundo Aneel, chuvas foram favoráveis no final de janeiro, recuperando níveis de reservatórios
Por Redação
30/01/2026 às 22:00
Foto: Joédson Alve/Agência Brasil/Arquivo
Hidrelétrica de Itaipu
A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) disse nesta sexta-feira (30) que vai aplicar a bandeira verde na conta de luz em fevereiro, segundo mês consecutivo nesse patamar. Com isso, o ano continua sem taxa extra no consumo de energia após meses de cobranças adicionais em 2025.
Segundo a agência, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro em relação ao início do mês, o que possibilitou uma recuperação do nível dos reservatórios das hidrelétricas
"Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras", disse a Aneel, em comunicado.
Antes de janeiro, a última vez em que a bandeira verde havia sido aplicada havia sido em abril de 2025. Desde então, as cores vinham oscilando entre amarela e vermelha (nos patamares 1 e 2). A chegada do período chuvoso, entre o fim do ano e o começo do seguinte, costuma dar alívio ao cenário.
O sistema de bandeiras tarifárias na conta de luz, que permite repassar mensalmente aos consumidores os maiores custos do país com a geração de energia, completou dez anos de implementação em 2025.
O mecanismo faz com que preços maiores para gerar energia, sobretudo pelo menor volume de água nas hidrelétricas, sejam transmitidos de forma mais imediata à famílias para que elas, informadas do maior custo, consumam de maneira mais consciente.
Entenda mais sobre as bandeiras tarifárias
- Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo
- Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos
- Bandeira vermelha - Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,04463 para cada quilowatt-hora consumido
- Bandeira vermelha - Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora consumido
