Editorial: Zé Ronaldo se deixa usar por Wagner para fustigar Neto
Por Política Livre
29/01/2026 às 10:53
Foto: Reprodução/Arquivo
José Ronaldo e ACM Neto
Vingança é um prato que se come frio. É sob o famoso ditado que se interpreta a iniciativa do prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), de vir, nos últimos dias, se desdobrando em conversas com os principais líderes do governo estadual, como se houvesse interesse em uma aproximação formal ou adesão, às quais ambos os lados procuram dar uma publicidade aparentemente despretensiosa, mas sem qualquer informação conclusiva.
Dessa forma, os encontros parecem se nortear pelo simples fato de que, apesar de hoje em campos políticos opostos, todos eles adoram conversar e desfrutar da convivência mútua, como se tivessem descoberto só muito recentemente que possuem laços de identidade sólidos que nunca haviam percebido antes. Mas é claro que o buraco é muito mais embaixo.
Na verdade, Zé Ronaldo, ao atender aos convites, tem deixado claro, com a atitude, que não perdoa o candidato a governador ACM Neto (União Brasil) por ter sido excluído de sua chapa aos 45 minutos do segundo tempo na campanha de 2022. De fato, não foram apenas duas ou três vezes que foi visto amaldiçoando o correligionário por ter sido limado do espaço e chorando pelo mesmo motivo.
Por isso, o propósito da aproximação é apenas fustigar o correligionário num momento em que se discute a sucessão estadual e os apoios de peso que cada um tem. Na prática, tudo mundo sabe que Zé Ronaldo não vai aderir ao governo nem aceitar uma eventual proposta para virar vice do governador Jerônimo Rodrigues (PT), ocupando um cargo que lhe foi negado por Neto lá atrás.
Em Feira, onde o fato de ter sido excluído da chapa de Neto foi mais sentido, se diz que ele tinha planos de cruzar os braços na eleição de agora apenas para dar o troco no aliado, informação que carece de confirmação. Mas parece que, antes de o dia do pleito chegar, ele encontrou uma outra maneira de fustigar o candidato das oposições ao governo, mesmo sabendo que suas conversas com o governo não vão dar em lugar algum.
2 Comentários
Bruna Souza
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29/01/2026
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11:00
Pedro Sampaio
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29/01/2026
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09:19
