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Diretor da PF diz que caso Master tramita sob 'regularidade absoluta' com Toffoli
Diretor da PF diz que caso Master tramita sob 'regularidade absoluta' com Toffoli
Por José Marques, Folhapress
26/01/2026 às 16:27
Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, disse nesta segunda-feira (26) que o inquérito sobre suspeitas relacionadas ao Banco Master tramita sob "absoluta regularidade" com Dias Toffoli, apesar dos questionamentos a respeito da atuação do ministro e de conflitos com a própria Polícia Federal.
Andrei foi questionado por jornalistas sobre o tema em evento de solenidade de abertura do curso de formação de agentes da PF, no Teatro de Arena, em Brasília.
O diretor-geral disse que não entraria em detalhes operacionais sobre operações em andamento, mas afirmou que o processo é regular. No mesmo evento, estava o ex-ministro da Justiça e ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski.
"O ministro Lewandowski comentou na sua aula magna sobre o papel do juiz em todos os casos e esse é mais um deles, em absoluta regularidade, que nós seguimos instruindo conforme as determinações dos magistrados", disse Andrei.
Em sua fala, o diretor também destacou o papel da Polícia Federal como instituição de Estado, e disse que sua autonomia "tem sido garantida desde o primeiro dia da nossa gestão pelo governo federal".
Desde o início, Toffoli tem tentado acelerar procedimentos da investigação do caso Master, enquanto mantém controle completo sobre os seus rumos, o que já causou atritos com a PF.
Uma acareação que ocorreu em 30 de dezembro entre Daniel Vorcaro, dono do Master, e o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa, por exemplo, foi marcada antes de serem tomados os depoimentos dos investigados.
Toffoli acabou definindo que os dois fossem ouvidos pela delegada do caso nas horas que antecederam a acareação. Ele também determinou que ela fizesse ao banqueiro mais de 80 perguntas elaboradas pelo seu próprio gabinete.
Nas últimas semanas, Toffoli também decidiu que a PF, que pretendia tomar outros depoimentos do inquérito nas semanas entre o final de janeiro e o início de fevereiro, resumisse esse procedimento a dois dias. O cronograma ficou definido para esta segunda (26) e terça (27).
Além disso, o ministro definiu, por conta própria, os peritos que vão analisar as provas obtidas na última fase da Compliance Zero, o que fez a própria PF pedir ajuda ao governo para questionar a decisão. A associação de delegados da corporação disse que as decisões do ministro são uma "afronta às prerrogativas" da categoria.
