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Centrais sindicais chamam de retrocesso lei que veta desconto no INSS

Centrais sindicais chamam de retrocesso lei que veta desconto no INSS

Entidades argumentam que projeto sancionado por Lula possui nítido caráter anti-sindical

Por Danielle Brant/Folhapress

08/01/2026 às 18:15

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Centrais sindicais chamam de retrocesso lei que veta desconto no INSS

Manifestação das centrais sindicais

As centrais sindicais chamaram de retrocesso social a lei sancionada pelo presidente Lula (PT) que proíbe descontos automáticos nos benefícios administrados pelo INSS, sancionada na quarta-feira (7) e que respondeu ao escândalo dos desvios bilionários nos descontos associativos.

O posicionamento é respaldado por CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), CTB (Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil), NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores) e CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros).

As entidades afirmam que a lei suprime um direito historicamente conquistado pelos aposentados e pensionistas, assegurado desde a Constituição de 1988. "Trata-se de grave retrocesso social, pois extingue uma Conquista histórica consagrada pela 'cidadania sindical' dos aposentados e pensionistas", argumentam.

"Ao impedir o desconto autorizado, o projeto condena esses trabalhadores à invisibilidade e à negação de protagonismo social, limitando sua capacidade de se organizar, constituir entidades sindicais e participar das lutas sociais, inclusive da gestão da Previdência Social."

Para as entidades, a lei tem "nítido caráter anti-sindical, ao cercear o direito fundamental à livre organização sindical dos trabalhadores inativos".

As centrais afirmam que a lei não se restringe às associações de pensionistas e aposentados, mas abrange qualquer entidade sindical ou associação. "Ou seja, qualquer pessoa afastada pelo INSS não poderá contribuir para sua entidade sindical ou associação, por vedação legal. É evidente que se trata de medida inconstitucional, que fere a autonomia sindical", argumentam.

Também dizem que a lei levará à asfixia financeira e ao enfraquecimento das entidades representativas dos aposentados, comprometendo sua sobrevivência.

Elas veem ainda "caráter classista e discriminatório" na lei, por autorizar o INSS a realizar descontos nos benefícios dos aposentados quando se tratar de crédito consignado, mantendo e ampliando essa modalidade, enquanto proíbe os descontos associativos, mesmo quando autorizados.

"Tal assimetria fere princípios éticos e da administração pública, favorecendo a continuidade e ampliação da oferta de crédito consignado pelo sistema financeiro, em detrimento da autonomia sindical dos aposentados", dizem.

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