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Após despencarem na Bolsa, ações da Azul disparam 160% em meio a processo de reestruturação
Após despencarem na Bolsa, ações da Azul disparam 160% em meio a processo de reestruturação
Por Tamara Nassif/Folhapress
09/01/2026 às 18:30
Foto: Divulgação
Airbus A350 da Azul
As ações da Azul estão em forte disparada de 160% nesta sexta-feira (9), uma correção após a queda de mais de 90% registrada na quinta-feira (8).
Por volta das 15h30, os papéis subiam 159,99% e estavam cotados a R$ 64,99, liderando as altas da B3.
A volatilidade, explica Gabriel Cecco, especialista da Valor Investimentos, reflete um movimento técnico, e "não emocional", tendo em vista o processo de reestruturação da companhia aérea, em recuperação judicial nos Estados Unidos.
Nos últimos dias, o mercado "precificou a diluição extrema dos atuais acionistas", afirma Cecco. O plano da reestruturação envolve a conversão de parte das dívidas da companhia aérea em ações, ou seja, os credores deixam de receber juros e passam a ser acionistas. Para tanto, a empresa lançou uma oferta de R$ 7,4 bilhões em ações e, com o aumento do número de ativos em circulação, o preço unitário de cada papel despencou.
Nesta sexta, a alta não é baseada nos fundamentos da Azul enquanto companhia listada na B3, diz o especialista, mas sim em uma "especulação de curtíssimo prazo em que os operadores aproveitam dos preços baixos para fazer apostas sobre a companhia e em um momento de baixa liquidez, no qual o baixo volume de negociações distorce as movimentações".
"Muito provavelmente a Azul vai sobreviver como empresa, mas o acionista atual dificilmente vai sobreviver como acionista relevante. A ação deve continuar com altíssima volatilidade e com alguns movimentos técnicos violentos, refletindo uma desconexão parcial ou até total com os fundamentos e, portanto, configurando um risco bem alto para o investidor pessoa física".
