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Condição de candidato ao STJ deve atrapalhar planos de Kertezman de ser reconduzido ao TRE

Condição de candidato ao STJ deve atrapalhar planos de Kertezman de ser reconduzido ao TRE

Por Política Livre

10/12/2025 às 17:44

Foto: Divulgação/Arquivo

Imagem de Condição de candidato ao STJ deve atrapalhar planos de Kertezman de ser reconduzido ao TRE

O desembargador Maurício Kertezman

Candidatíssimo à vaga de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o desembargador baiano Maurício Kertezman passou a enfrentar dificuldades para garantir sua recondução ao cargo de desembargador eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na eleição que deverá ocorrer no Tribunal de Justiça da Bahia no próximo dia 19.

Caso seja reconduzido, o caminho natural de Maurício seria se eleger presidente da Corte Eleitoral no ano que vem, de onde comandaria as eleições estaduais de 2026. Mas a campanha na qual mergulhou desde janeiro deste ano para ser indicado ao STJ tem provocado grande desconfiança entre os demais desembargadores.

Segundo eles, Maurício praticamente não esteve em Salvador nos últimos 12 meses, tendo montado uma espécie de acampamento em Brasília a fim de tentar conquistar o voto dos 33 ministros do STJ responsáveis por escolher os futuros colegas.

Para dar conta do projeto, que exige sua permanência em Brasília, ele teria participado de várias sessões do TJ e do TRE de forma online. O fato tem sido amplamente explorado pelo seu concorrente ao cargo no TRE, o desembargador Júlio Travessa, que dirigiu a Associação dos Magistrados da Bahia (Amab).

Indicado para a magistratura no TJ na vaga de advogado pelo então governador Jaques Wagner (PT), Maurício tem fortes ligações com ele, inclusive pelo fato de ser judeu. Por isso, sua presença no TRE na condição de presidente é vista como muito positiva pelo partido que comanda a Bahia há quase 20 anos.

O problema é que os colegas do desembargador indicam que há incompatibilidade entre os dois projetos. Afinal, como ele poderá se desincumbir do papel de presidente da Corte no momento delicado de eleição para a presidência da República e o governo do Estado dedicando-se ao mesmo tempo à campanha para o STJ?

No Tribunal Superior, Maurício permanece de olho em duas vagas que surgem no ano que vem: a primeira, em abril, com a aposentadoria do ministro Antonio Saldanha Palheiro, e a segunda, em novembro, quando seu colega Og Fernandes também se aposenta. 

A ideia de passar parte do tempo em Brasília lhe foi sugerida depois da campanha fracassada à vaga de ministro em 2023, para a qual teve apoio integral do senador Jaques Wagner. Por ser um ilustre desconhecido entre os ministros, Maurício teve, no entanto, uma votação pífia.

Daí a conclusão de que precisava se aproximar de cada um deles, passando parte do seu tempo na capital do país. A tensão em torno de sua condição de duplo candidato tem levado Maurício a intensificar a busca por votos para a recondução ao TRE, no qual chegou em 2024.

Ele teme que sua intenção de virar ministro acabe levando os desembargadores a concluir que a melhor opção para o Tribunal Eleitoral seja mesmo escolher Travessa sob o argumento, já usado pelo adversário, de que não se pode ter tudo.

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