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Lula terá de pedir votos pessoalmente se quiser aprovar Messias ao STF, avisam líderes

Lula terá de pedir votos pessoalmente se quiser aprovar Messias ao STF, avisam líderes

Lideranças de partidos aliados a Lula disseram que não vão ‘mover uma palha’ para ajudar o advogado-geral da União

Por Iander Porcella/Estadão

29/11/2025 às 16:15

Atualizado em 29/11/2025 às 19:19

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Imagem de Lula terá de pedir votos pessoalmente se quiser aprovar Messias ao STF, avisam líderes

O presidente Lula e o advogado-geral da União, Jorge Messias

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), ficará isolado em uma “tarefa hercúlea”: conseguir virar votos para aprovar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A avaliação é de lideranças de partidos da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que disseram à Coluna do Estadão, sob reserva, que não vão “mover uma palha” para ajudar o advogado-geral da União.

Diante do impasse, esses mesmos aliados avisam que o próprio presidente Lula precisará entrar nas negociações se quiser aprovar seu indicado ao Supremo. A relação de Lula com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), está estremecida. Messias enfrenta resistências após Lula ter preterido o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga na Corte.

Para ganhar tempo de articulação, o governo Lula ainda não enviou ao Senado mensagem presidencial que oficializa a indicação do advogado-geral da União à vaga na Corte. No entanto, segundo apurou a Coluna, o entorno de Alcolumbre avalia que a publicação da nomeação no Diário Oficial da União (DOU), que ocorreu no último dia 20, já é suficiente para o início da contagem dos prazos para a sabatina e a votação.

O presidente do Senado, inconformado com o fato de Lula não ter indicado Pacheco ao STF, marcou para 10 de dezembro a sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O tempo é considerado curto pelo governo dadas as resistências ao AGU. A avaliação é de que o presidente da Casa, ao determinar um rito célere, trabalha pela rejeição do nome de Messias.

Como mostrou o Estadão, Alcolumbre disse a interlocutores que, a partir de agora, será um “novo Davi” para o Planalto. Mais do que contrariedade, o senador manifestou revolta com a decisão de Lula de indicar Messias para o STF. “Vou mostrar ao governo o que é não ter o presidente do Senado como aliado”, afirmou a portas fechadas.

Nesta quarta-feira, 26, Alcolumbre boicotou a cerimônia no Planalto de sanção da lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o que escancarou o mal-estar. A medida é uma das principais apostas do governo Lula para as eleições de 2026. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também faltou ao evento, após romper relações com o líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (RJ).

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