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SP: Ventos chegam a 98 km/h e deixam 2 mi de imóveis sem energia; aeroporto de Congonhas cancela voos

SP: Ventos chegam a 98 km/h e deixam 2 mi de imóveis sem energia; aeroporto de Congonhas cancela voos

Corpo de Bombeiros registrou 514 chamados para quedas de árvores na cidade nesta quarta-feira (10)

Por Francisco Lima Neto/Lucas Lacerda/Jorge Abreu/Folhapress

10/12/2025 às 17:30

Foto: Divulgação/Prefeitura de Cotia (SP)

Imagem de SP: Ventos chegam a 98 km/h e deixam 2 mi de imóveis sem energia; aeroporto de Congonhas cancela voos

Funcionários da Prefeitura de Cotia (SP) trabalham na remoção de árvore caída na rua

O ciclone extratropical que atinge o estado de São Paulo nesta quarta-feira (10) causa fortes ventos, deixando árvores caídas e mais de 2 milhões de imóveis sem energia.

Na capital, as rajadas chegaram a 98 km/h de por volta das 8h, de acordo com a Defesa Civil. O Corpo de Bombeiros registrou 514 chamados para quedas de árvores até o meio-dia na cidade em razão do vendaval, além de cinco chamados para enchentes.

Há registros de árvores caídas na rua Cincinato Braga, na Bela Vista, e nas proximidades do metrô Praça da Árvore, na zona sul da cidade. Algumas áreas do Parque da Água Branca, na zona oeste de SP, estão interditadas em razão de quedas de árvores.

Segundo a concessionária Enel, 2,2 milhões de imóveis estavam sem energia na Grande São Paulo por volta das 14h45 —sendo 1,4 milhão na capital paulista. Ao todo, os impactos já atingem mais de um terço da concessão da Enel São Paulo.

Os municípios de Juquitiba, Vargem Grande e Pirapora do Bom Jesus, na região metropolitana, estão com mais de 50% dos clientes sem energia, segundo o painel da Enel. Pirapora, por sinal, tinha 83,3% de suas residências às escuras.

De acordo com a empresa, há 1.300 equipes atuando para restabelecer o fornecimento para os moradores afetados.

O apagão também afeta o abastecimento de água. Na capital paulista, diz a Sabesp, o impacto é parcial e atinge os distritos de Americanópolis, Morumbi, Parelheiros, Parque do Carmo, Sacomã, Tucuruvi, Vila Clara, Vila Formosa, Vila Mariana e Vila Romana.

Já na Grande São Paulo, o problema afeta toda a área de Embu das Artes, Itapecerica da Serra, Mauá, Santo André, Santa Isabel e Taboão da Serra. O abastecimento também foi prejudicado em Cotia (região do Atalaia), Osasco (regiões do Mutinga e Vila Iracema) e São Bernardo do Campo (região do Baeta Neves). A empresa recomenda a economia de água, já que o restabelecimento é gradual, mesmo volta da energia.

Dois ambulatórios do Hospital São Paulo, na Vila Clementino, na zona sul de SP, estão sem energia. Segundo o hospital, os atendimentos estão mantidos, mas com algumas limitações. As demais áreas do complexo hospitalar, inclusive o prédio principal, operam normalmente.

"Os pacientes que não conseguirem ser atendidos até que a energia retorne terão suas consultas ambulatoriais reagendadas", afirma o hospital, por meio de nota.

O aeroporto de Congonhas, que teve rajadas de vento de 96,3 km/h, também foi afetado. Segundo a concessionária Aena, mesmo o local estando aberto para receber pousos e decolagens, "por decisões operacionais das companhias aéreas por causa dos ventos fortes, houve dez voos alternados para outros aeroportos, 3 chegadas e 2 partidas canceladas".

Na Praça da Árvore, na zona sul da cidade, o gerente do Boteco Almirante, João Batista Souza de Oliveira, 48, afirma que o restaurante está sem energia desde 8h40, quando um vento forte derrubou a árvore. "É bastante prejuízo. Não sai suco, não sai nada. Se demorar muito, coisas do freezer, refrigerante, carnes, sorvete, aí teremos bastante perda."

Maria Yara de Souza, 21, trabalha em uma loja de roupas e assessórios na mesma região e diz que a árvore caiu no momento em que o comércio estava aberto. "Está sendo difícil. Como é loja de roupa, as pessoas precisam ver as roupas, mas no escuro não conseguem enxergar direito. Estamos sem internet também".

Segundo o diretor de operações da Enel São Paulo, Márcio Jardim, clientes devem ser afetados até o fim do dia pelas rajadas de vento. "Dado que a nossa concessão tem uma densidade bastante grande de clientes, isso acaba ocasionando desligamentos da rede devido a objetos arremessados na rede, sejam árvores, galhos e outros." Além de curto-circuito nas redes atingidas, também há danos em postes. A particularidade deste evento, segundo Jardim, é a previsão de ventania até o fim do dia.

Questionado sobre impactos em grandes equipamentos, o diretor afirma que a maior parte dos problemas ocorre nas redes de média tensão, que correm pelos cabos em postes.

Com a chegada do período de chuvas, novos episódios de ventania são esperados, mas Jardim diz que a companhia está mais preparada. "Ontem paramos com 1.000 equipes, hoje vamos operar com mais de 1.300 equipes para fazer frente a essa demanda".

Nas equipes maiores, há de cinco a sete colaboradores e caminhões com guindaste, grupos intermediários, com caminhões com cesto, carros menores e técnicos de motocicleta.

O número de clientes impactados, que têm subido rapidamente, se deve ao fato de a região em que a Enel São Paulo opera ter uma densidade de clientes por quilômetro quadrado que é 23 vezes a da média de outras distribuidoras.

A empresa também conta hoje com 700 geradores, afirma Jardim. Ele reforça que, no caso de contato de objetos com a rede elétrica, as pessoas devem evitar aproximação e acionar a Enel por meio dos canais de atendimento.

A forte chuva que atingiu o estado durante toda a terça-feira causou alagamentos e queda de árvores. Uma das cidades mais afetadas foi Sorocaba, no interior do estado. Foram registrados 94 milímetros de precipitação em 24 horas, de acordo com a Defesa Civil.

O rio Sorocaba transbordou, causando alagamentos em diversas vias. Alguns veículos ficaram submersos. Na avenida 15 de agosto, que margeia o rio, na região norte, um carro foi quase totalmente coberto pela água.

Em Guareí foram registrados pontos de alagamentos em via pública, afetando momentaneamente cerca de 30 casas. Não houve necessidade de remoção dos moradores. Foi registrado também um deslizamento de terra na cabeceira da Ponte Itapigue. Equipes da Defesa Civil Municipal fazem a limpeza das vias e moradias afetadas. Não houve registro de vítimas, desalojados ou desabrigados.

Marília também registrou deslizamento de terra, além de quedas de árvores, assim como Alumínio. Em Bauru também houve, além das quedas de árvores, pontos de alagamento. Em Matão, uma árvore caiu sobre um carro estacionado. Já em Cesário Lange, houve destelhamento.

Por causa dos ventos, a Marinha do Brasil emitiu um alerta informando que a faixa entre Imbituba, em Santa Catarina, e Ilhabela, no litoral norte paulista, pode sofrer com ventania e ressaca até a noite desta quarta, com previsão de ondas entre 2,5 m e 3,5 m.

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Governo de SP, 12 parques estaduais na capital paulista e na região metropolitana foram temporariamente fechados por causa da ventania. Regras da pasta preveem o fechamento no caso de registro de ventos acima de 40 km/h ou risco elevado de queda de galhos e árvores. Na capital, todos os parques foram fechados, e a prefeitura também suspendeu eventos de Natal.

O Instituto Butantan disse que o Parque da Ciência também foi fechado por causa da ventania.

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