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Queremos decisão imediata da Câmara sobre cassação de Carla Zambelli, diz Lindbergh Farias
Queremos decisão imediata da Câmara sobre cassação de Carla Zambelli, diz Lindbergh Farias
Por Pepita Ortega, Estadão Conteúdo
11/12/2025 às 18:00
Atualizado em 11/12/2025 às 17:28
Foto: Bruno Spada/Câmara Dos Deputados/Arquivo
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ)
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), disse nesta quinta-feira, 11, ter acionado o Supremo Tribunal Federal para que a Corte máxima "mande" o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), cumprir a decisão judicial que determinou a cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP), atualmente presa na Itália. Na madrugada, a Casa decidiu preservar o mandato da deputada, contrariando decisão do STF.
"O que nós queremos é uma decisão imediata da Câmara, que a mesa da Câmara e o presidente Hugo Mota cumpra uma decisão judicial. Se ele não cumprir essa decisão judicial, na verdade, ele está prevaricando e ele está cometendo um crime de responsabilidade. Porque eu sei que alguns aqui questionam muito o Supremo, mas o controle de constitucionalidade é uma atribuição do Supremo. Não cabe à CCJ ou à Câmara dos Deputados revisar uma decisão do Supremo Tribunal Federal", sustentou o líder.
A declaração ocorreu após Lindbergh impetrar no Supremo um mandado de segurança sobre o tema. A iniciativa já havia sido anunciada pelo líder do PT na madrugada. "Nós entramos com esse mandato de segurança porque a decisão judicial já houve. O que a gente quer é que o Supremo tome uma decisão mais dura, mandando o presidente da Câmara, como qualquer brasileiro, como qualquer cidadão, cumprir uma decisão judicial."
Segundo Lindbergh, a preservação do mandato de Zambelli era "previsível", uma vez que foi pautado na madrugada. De outro lado, enfatizou a "vitória" da base de salvar o mandato do deputado Glauber Braga (Psol-RJ). Acusado de quebra de decoro parlamentar, o psolista teve o mandato suspenso por seis meses após uma reviravolta no plenário da Câmara - a expectativa era a de que ele fosse cassado. Na visão de Lindbergh, a vitória "acabou virando muito maior, do governo Lula sobre quem acha que pode, a partir do Parlamento, cercar o governo".
"O que nós queremos é uma decisão imediata da Câmara, que a mesa da Câmara e o presidente Hugo Mota cumpra uma decisão judicial. Se ele não cumprir essa decisão judicial, na verdade, ele está prevaricando e ele está cometendo um crime de responsabilidade. Porque eu sei que alguns aqui questionam muito o Supremo, mas o controle de constitucionalidade é uma atribuição do Supremo. Não cabe à CCJ ou à Câmara dos Deputados revisar uma decisão do Supremo Tribunal Federal", sustentou o líder.
A declaração ocorreu após Lindbergh impetrar no Supremo um mandado de segurança sobre o tema. A iniciativa já havia sido anunciada pelo líder do PT na madrugada. "Nós entramos com esse mandato de segurança porque a decisão judicial já houve. O que a gente quer é que o Supremo tome uma decisão mais dura, mandando o presidente da Câmara, como qualquer brasileiro, como qualquer cidadão, cumprir uma decisão judicial."
Segundo Lindbergh, a preservação do mandato de Zambelli era "previsível", uma vez que foi pautado na madrugada. De outro lado, enfatizou a "vitória" da base de salvar o mandato do deputado Glauber Braga (Psol-RJ). Acusado de quebra de decoro parlamentar, o psolista teve o mandato suspenso por seis meses após uma reviravolta no plenário da Câmara - a expectativa era a de que ele fosse cassado. Na visão de Lindbergh, a vitória "acabou virando muito maior, do governo Lula sobre quem acha que pode, a partir do Parlamento, cercar o governo".
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