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Justiça condena jornalista Barbara Gancia em 1ª instância por injúria contra Laura Bolsonaro
Justiça condena jornalista Barbara Gancia em 1ª instância por injúria contra Laura Bolsonaro
Por Arthur Guimarães de Oliveira, Folhapress
03/12/2025 às 13:45
Foto: Reprodução/Arquivo
A jornalista Barbara Gancia
A Justiça de São Paulo condenou em primeira instância, nesta segunda-feira (1º), a jornalista Barbara Gancia por injúria contra Laura Bolsonaro devido a um comentário nas redes sociais a respeito da filha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O caso corre em segredo de Justiça e cabe recurso.
"Pra bolsonarista imbrochável feito o nosso presidente, quando a filha do Bolsonaro se arruma, ela parece uma puta", escreveu a jornalista em 2022. A publicação recebeu milhares de críticas de apoiadores do ex-presidente.
A mensagem fazia referência a uma declaração de Bolsonaro em que ele usou a expressão "pintou um clima" ao se referir a encontro com adolescentes venezuelanas em São Sebastião, na periferia do Distrito Federal.
Em nota, a defesa da jornalista disse lamentar a condenação e anunciou que vai recorrer. "[A decisão] condena uma manifestação jornalística, sem qualquer caráter ofensivo, sobre episódio lastimável de falas grosseiras do ex-presidente da República com relação a jovens venezuelanas, em processo contaminado por uma série de nulidades."
A juíza Nathalie Anchieta Alba Ferrer condenou Barbara ao pagamento de indenização no valor de R$ 10 mil e multa de 10 salários mínimos, em substituição a uma pena de 3 meses e 30 dias de detenção.
O resultado do processo foi divulgado nas redes sociais pelo advogado João Henrique Nascimento de Freitas, ex-assessor especial de Bolsonaro na Presidência.
"Alertei à época e reafirmo agora: agressões como aquela à filha de D. Michelle e do Pr @jairbolsonaro não ficarão impunes. Criança é sagrada, e não instrumento político", afirmou.
A defesa confirmou a condenação à reportagem e disse que "Barbara sempre se pautou pela ética e respeito na sua atuação como jornalista e seguirá defendendo a liberdade de expressão e crítica".
